Prevenção
O uso de preservativos em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs, do HIV e das hepatites virais B e C. O SUS disponibiliza preservativos externos e internos de alta qualidade, incluindo versões texturizadas (Tex) e sensíveis (Sensi), mais finas que o padrão.
Não se deve usar dois preservativos ao mesmo tempo, no mesmo ato sexual, pois isso não aumenta a proteção e o atrito entre eles pode causar rompimento. Preservativos, sejam os externos ou internos, também são uma forma de evitar gravidez. Portanto, seu uso correto tem dupla função. O uso e a colocação correta dos preservativos é a melhor forma de prevenir as ISTs.
O SUS disponibiliza preservativos nas Unidades Básicas de Saúde e nos Serviços Especializados em ISTs, de acordo com a demanda de cada pessoa (não há limite e nem necessidade de cadastro para pegar preservativos).
Quem pode ter IST?
Qualquer pessoa que tenha relação sexual desprotegida pode adquirir uma IST. Não importa idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. A pessoa pode estar aparentemente saudável e, ainda assim, ter uma IST.
Prevenção combinada
A prevenção combinada, que abrange um conjunto de estratégias preventivas disponíveis no SUS, consiste no uso simultâneo e complementar de mais de uma medida de prevenção, de acordo com as necessidades de cada pessoa e contexto.
Medidas biomédicas:
- uso de preservativo externo e interno;
- ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das ISTs;
- testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C;
- profilaxia pós-exposição (PEP) ou pré-exposição (PrEP) ao HIV;
- imunização para HPV e hepatite B;
- prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B;
- tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo com HIV;
- redução de danos: não compartilhamento de objetos para uso de drogas.
Medidas comportamentais (gerenciamento de riscos individuais e autocuidado):
- adesão a estratégias de saúde sexual e reprodutiva;
- apoio psicossocial;
- redução de machismo e racismo;
- redução de danos: gerenciamento de riscos de exposição sexual;
- estratégias singulares quando há uso de álcool e outras drogas.
Medidas estruturais:
- respeito ao nome social de pessoas trans;
- ações voltadas para a redução de preconceito, estigmas e discriminação;
- enfrentamento das desigualdades sociais, de gênero, de raça/etnia e outros fatores socioestruturais;
- redução das violências;
- acesso a direitos fundamentais, incluindo o direito à saúde;
- participação social das pessoas com HIV, aids, ISTs e hepatites virais para que o SUS acolha suas demandas.
Por que alertar as parcerias sexuais?
O controle das ISTs não ocorre somente com o tratamento de quem busca atendimento nos serviços de saúde. Para interromper a transmissão dessas infecções e evitar a reinfecção, é imprescindível que as parcerias também sejam testadas e tratadas, com orientação de um profissional de saúde. Na unidade de saúde, é importante, ainda:
- informar sobre as formas de transmissão;
- reforçar medidas de prevenção (ex.: vacinação contra HPV e hepatite B, uso de PEP e PrEP) e tratamento das ISTs;
- orientar sobre o uso de preservativo externo ou interno até que a situação seja avaliada e manejada.