Perguntas Frequentes (FAQ)
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O que tem feito o Ministério da Saúde para melhorar a saúde do povo Yanomami?
Desde janeiro de 2023, o Minsitério da Saúde executa ações para o fortalecimento da saúde indígena e do bem viver no território Yanomami. O esfoço faz parte da mobilização interministerial determinada pelo Governo Federal dentro da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami (ESPIN-Yanomami). Além disso, desde fevereiro deste ano, a Casa de Governo em Boa Vista (RR), coordena ações de proteção aos Yanomami, com iniciativas estruturais que fortalecem a saúde pública e a desintrusão do garimpo ilegal.
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Quais foram as principais ações em 2024?
Entre as principais medidas do Ministério da Saúde, está a reabertura de sete polos base. Com isso, 5,2 mil indígenas passaram a acessar os serviços de saúde nos polos base de kayanaú, Homoxi, Hakoma, Ajaraní, Haxiú, Xitei e Palimiú. Atualmente, todos os 37 polos estão em funcionamento. Além disso, a pasta executou ações de controle da malária e de combate à desnutrição.
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O território Yanomami conta o número suficiente de médicos?
Desde o início da emergência, houve aumento de 116,9% no número de profissionais de saúde atuando na região. Atualmente são 1.497 profissionais. No início da declaração da emergência, eram 690 profissionais.
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O Ministério da Saúde cortou investimentos financeiros para o povo Yanomami?
O investimento do ministério na assistência do povo Yanomami subiu 2.498%. O montante saltou de R$ 1,3 milhão, no período entre 2019 e 2022, para R$ 34,2 milhões atuais. O valor foi usado na ampliação e melhoria da estrutura da saúde da população indígena.
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Indígenas Yanomami continuam com graves problemas de desnutrição?
O Ministério da Saúde aumentou a cobertura de acompanhamento da vigilância alimentar e nutricional em menores de 5 anos. Ao todo, no primeiro trimestre deste ano, 3,3 mil crianças foram acompanhadas nutricionalmente. No mesmo recorte de tempo do ano passasdo eram 2,7 mil. O aumento da busca ativa dos pacientes resulta na obtenção de um diagnóstico qualificado e na possibilidade de intervenção e tratamentos oportunos, prevenindo a progressão da desnutrição, bem como suas complicações. Essa antecipação permite o desenvolvimento de estratégias de cuidado continuado e ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.
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Quais foram os principais avanços para combater a desnutrição?
Uma das principais inovações que reduziram a desnutrição no território foi a implantação dos Centros de Reabilitação Nutricional (CRN) em Surucucu, Auaris, e na Casa de Saúde Indígena (Casai) Yanomami, em Boa Vista, em abril de 2023. Com isso, foi possível introduzir as fórmulas terapêuticas F75 e F100 ursadas para o tratamento da desnutrição grave nas fases iniciais de reabilitação.
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A malária continua sendo um problema no território Yanomami?
A malária é um problema diretamente ligado ao desequilíbrio ambiental que o garimpo ilegal trouxe para o território Yanomami. O aumento do número de locais de diagnóstico e tratamento, além do reforço nas equipes de saúde, resultaram em maior testagem e tratamento da malária. Em 2024, houve aumento de 83,1% no número de exames realizados para diagnóstico da doença no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, comparando-se com o mesmo período do ano anterior. O volume de testes passou de 37,5 mil no primeiro trimestre, para 68,7 mil no mesmo período deste ano.
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O Ministério da Saúde mantém os estoques de medicamentos para o tratamento da malária abastecidos?
O Ministério da Saúde ampliou a oferta de medicamentos para o tratamento da doença. Em março, a pasta implementou a tafenoquina. Quatro mil tratamentos foram disponibilizados para o DSEI Yanomami. Em dose única, tratamento facilita adesão de pacientes, aumenta chances de cura e pode ser um aliado na busca pela eliminação da doença. Em julho deste ano, a população Yanomami voltou a receber o tratamento contra a malária artesunato + mefloquina, conhecido como ASMQ, para crianças entre 6 meses e 6 anos. O insumo estava em falta desde 2022. O medicamento é uma estratégia essencial, pois permite a dissolução do comprimido em água para facilitar o uso, o que aumenta a adesão à terapia. Ao todo, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami recebeu 4.570 unidades do medicamento neste mês. O medicamento é indicado para utilização em crianças de baixo peso (5 a 17kg) acometidas por malária Falciparum ou recidiva de malária vivax.
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O Ministério da Saúde está vacinando indígenas Yanomami?
Sim. A atuação do Ministério da Saúde investiu no aumento da imunização. Houve, na compração entre o primeiro trimestre de 2023 e de 2024, houve alta no número de doses aplicadas com as vacinas recomendadas durante a Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Yanomami (ESPIN-Yanomami) e nas doses aplicadas durante a campanha de vacinação no DSEI Yanomami. As doses de rotina passaram de 8.048 mil nos três primeiros meses do ano passado, para 11.872 neste ano — alta de 47,5%. Já as doses aplicadas em campanha saltaram de 3.225, em 2023, para 6.636 neste ano. O resultado significa aumento de 105% no período.
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O território Yanomami recebeu ações de infraestrutura?
O Ministério da Saúde concluiu 1.518 ações na infraestrutura e saneamento no território Yanomami. As intervenções ocorreram entre janeiro de 2023 e junho deste ano. As ações incluíram reestruturação de 10 unidades básicas de saúde indígena (UBSIs); 109 implantações, reativações e melhorias em sistemas de abastecimento de água; instalação de 22 sistemas fotovoltaicos; 249 medidas de gerenciamento de resíduos sólidos e 411 de monitoramento da qualidade da água. Adicionalmente, foram realizadas 80 operações de limpeza e manutenção de pistas de pouso para garantir a acessibilidade e segurança nessas áreas críticas. Neste período, a pasta construiu sete UBSIs e reformou outras três. Sete estabelecimentos estão com obras em andamento, que serão entregues em breve. O ministério também concluiu uma série de melhorias e está com uma ampla reforma na Casai Yanomami, tendo sido concluída as obras do refeitório do local. O Polo Base de Auaris também foi completamente reestruturado e entregue para a população indígena. Em agosto, foram iniciadas as obras para reforma do Centro de Referência de Surucucu. Houve, ainda, a instalação de 35 estruturas de tecnologia da informação e comunicação. Entre elas, antendas e maletas T3SAT. Em 2023, foram 24 estruturas do tipo enviadas ao território Yanomami.
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O Ministério da Saúde esconde dados sobre a saúde Yanomami?
Não. A pasta frisa que segue comprometida em assegurar que as informações publicadas reflitam de maneira precisa e confiável a realidade do povo Yanomami. Vale ressaltar que entre 2019 e 2022 houve forte deterioração da assistência de saúde dada ao povo Yanomami, o que resultou na subnotifição de adoecimentos e óbitos, além do comprometimento dos direitos indígenas.
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O Ministério da Saúde divulgou dados de óbitos de indígenas Yanomami em 2024? As mortes aumentaram?
O mais recente boletim do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami foi divulgado em 5 de agosto. No primeiro trimestre de 2024, o Ministério da Saúde notificou 74 óbitos de indígenas Yanomami. O número é 33% menor do que o registrado no mesmo período de 2023, quando os registros alcançaram 111. Os dados preliminares indicam que houve queda no números de mortes causadas por desnutrição (-71%), infecções respiratórias agudas (-59%) e malária (-50%). No mesmo período, houve aumento na captação de mortes por agressão em 20%, que passou de 15, no primeiro trimestre de 2023, para 18 no mesmo período deste ano. Uma das principais causas deste tipo de óbito é o esgarçamento social e produtivo provocado pelo garimpo ilegal no território indígena. A partir de agora, o Ministério da Saúde atualizará as informações semestralmente.
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O que tem feito o Ministério da Saúde para melhorar a saúde do povo Yanomami?