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Confira o resultado do Concurso Pequena África
Foto: Marcia Foletto Agência O Globo
Os três projetos vencedores do concurso Pequena África foram anunciados nesta quarta-feira (25), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. A iniciativa, que é uma parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), busca promover a valorização cultural e a requalificação urbana da área conhecida como Pequena África, na zona portuária da cidade, por meio da implantação de equipamentos e da criação de uma identidade urbana única.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, celebra a intervenção como um importante meio de valorização da memória, cultura e identidade afro-brasileira. Ela também destaca o compromisso do Governo Federal com políticas públicas de promoção da igualdade racial e combate ao racismo realizadas por todo país.
“A preservação da Pequena África como sítio histórico negro e legado das contribuições socioeconômicas da diáspora permite que esse espaço de resistência e ancestralidade africana seja reconhecido nacional e internacionalmente como um importante patrimônio cultural brasileiro”, comemora.
Vencedores – O primeiro lugar, vencedor do prêmio de R$78 mil, foi conquistado pelo projeto “Pequena África: Memória Continental”, liderado pela arquiteta estadunidense Sara Zewde, cofundadora do Studio Zewde e professora na Harvard Graduate School of Design. A proposta foi reconhecida pelo júri por reconectar simbolicamente os laços da diáspora africana com elementos urbanísticos, religiosos e ambientais da região.
O segundo colocado, premiado com R$39 mil, foi o projeto “Pequena África: Território Akpalô”, dos arquitetos brasilienses Carlos Henrique Magalhães de Lima e Júlia Huff Theodoro, propõe intervenções dispersas e integradas ao tecido urbano com base em referências históricas e culturais locais.
Agraciado com R$13 mil, “Sankofa e a Trama da Pequena África” ficou em terceiro lugar no concurso. Desenvolvido pelo arquiteto Clovis e o escritório Patrícia Akinaga Arquitetura Paisagística, Desenho Urbano e Planejamento, o trabalho foca na integração dos percursos culturais da região, especialmente o entorno do Cais do Valongo.
“Este concurso, guiado pela perspectiva de arquitetos e urbanistas negros, propõe repensar o território valorizando a identidade local e construindo um futuro mais inclusivo. O fortalecimento da Pequena África faz parte de uma estratégia de desenvolvimento urbano e cultural que reconhece a importância histórica e simbólica dessa região na formação do Rio de Janeiro e do Brasil”, afirmou o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.
Apoio governamental – O Ministério da Igualdade Racial tem atuado em conjunto com o BNDES e outras organizações para fortalecer a Pequena África, como um distrito cultural e espaço de memória e resistência da cultura afro-brasileira. O MIR busca garantir a efetivação da igualdade de oportunidades e o combate à discriminação racial através de políticas e ações afirmativas.
A iniciativa Viva Pequena África está inserida em um plano de ação proposto pelo BNDES no Grupo de Trabalho Interministerial, coordenado conjuntamente pelos Ministérios da Igualdade Racial e da Cultura, motivado pelo reconhecimento do sítio arqueológico Cais do Valongo como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco em 2017.
Com informações da agência de notícias BNDES