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Programa Parceiros do Oceano Atlântico realiza oficina sobre pesca sustentável de atuns
- Foto: Rebeca Brito/ICMBio Grandes Unidades Oceânicas
O Sindipesca-RN e o Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade, por meio do ICMBio Grandes Unidades Oceânicas, realizaram uma Oficina de Integração do Programa Parceiros, nos dias 18 e 19 de fevereiro, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), sobre os diversos projetos e iniciativas de pesca sustentável de atuns com espinhel pelágico da iniciativa privada no nordeste e no sul do Brasil.
O evento reuniu diversas empresas e associações de pesca, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Paiche e Cesar Calzavara Soluções em Qualidade do Pescado, para discutir a expansão e integração dessas e outras iniciativas, além da elaboração de projetos conjuntos e integrados. Isso vai tornar as iniciativas mais sólidas e efetivas.
O Programa nasceu de um Programa de Voluntariado com mestres e tripulantes da frota de Natal lançado em janeiro de 2020 e foi expandindo-se para várias outras iniciativas e subprojetos. Mas o trabalho no porto pesqueiro e no mar começou um ano antes, e o nome dado por esses tripulantes incríveis foi “Parceiros do Oceano Atlântico”.
Hoje, o programa reúne todos esses parceiros para desenvolver um modelo ideal de gestão de pesca, focado em sustentabilidade e transparência, unindo conservação da biodiversidade, treinamento, tecnologia e inovação. “É uma construção conjunta de verdade!” diz a analista ambiental do ICMBio Monica Peres, que lidera o Programa desde o início.
O ‘Parceiros’ começou pela necessidade de fazer gestão da pesca nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) oceânicas geridas pelo Instituto Chico Mendes e Marinha do Brasil, os arquipélagos de São Pedro e São Paulo e de Trindade e Martim Vaz. Juntas, elas representam quase 1.000.000 de km², são áreas inóspitas e de difícil acesso pela enorme distância da costa. Ou seja, o trabalho é um enorme desafio de gestão.
Atualmente o Programa Parceiros inclui um subprojeto de capacitação, treinamento e engajamento dos tripulantes; um de Monitoramento Eletrônico da Pesca por câmeras digitais e inteligência artificial que já tem resultados importantes; um de Rastreabilidade Eletrônica do atum e meka para exportação; um de desenvolvimento de um selo de sustentabilidade ou Boas Práticas de Pesca; além do incentivo à testagem e uso do espinhel horizontal de largada profunda (em inglês “deep setting longline”) que reduz o bycatch de espécies ameaçadas na pesca de atuns, como tartarugas-marinhas, tubarões e peixes-de-bico.
“A oficina em Natal foi um sucesso! O Programa agora entra em uma nova fase, com os parceiros organizados em torno de cada projeto, prontos para avançar mais rápido rumo aos resultados esperados”, afirma Peres.
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