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Junto a representações internacionais, ICMBio promove painel sobre áreas protegidas na COP30
O evento da sexta-feira (14) reuniu público diverso, entre gestores públicos, comunidade acadêmica e ativistas - Foto: Geylson Paiva/ICMBio
Ao fim da primeira semana da COP30 (14), o Instituto Chico Mendes (ICMBio) promoveu, no Pavilhão Brasil, o painel "Áreas Protegidas: integrando biodiversidade, clima e pessoas no enfrentamento à crise climática", com o presidente da autarquia, Mauro Pires, compondo a mesa junto a representações internacionais.
O evento teve por objetivo compartilhar experiências e reflexões sobre o papel das áreas protegidas e das comunidades locais na mitigação da crise climática, do ponto de vista de diferentes saberes e contextos globais. Junto ao presidente do ICMBio, participaram a diretora de Assuntos Internacionais de Conservação, Autoridade de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, Patience Gandiwa; o diretor de Gestão Territorial do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas do Peru, Devvis Christian Huamán Mendoza; e o diretor executivo da ONG ambientalista Guineense Tiniguena da Guiné-Bissau, Miguel de Barros.
"O ICMBio, enquanto gestor de unidades de conservação (UC), muitas delas com comunidades residentes, tem muito a contribuir com os seus processos na questão de propor soluções de enfrentamento à mudança climática. Estocagem de carbono, atividades econômicas realizadas de forma sustentável e proteção da biodiversidade são práticas consolidadas em nossa atuação com o meio ambiente e que valem ser intercambiadas", observa Mauro.
“O nosso propósito com a participação neste intercâmbio, sobretudo através da articulação com o ICMBio, é favorecer uma maior sinergia entre os países do Atlântico e criar condições para trocas de tecnologias e soluções de engenharia social já existentes. Isso pode permitir, por um lado, a mobilidade de espécies, experiências e produtos e, por outro, fortalecer a produção de conhecimento, elemento fundamental para apoiar decisões e orientar políticas públicas mais consistentes para a conservação do meio ambiente”, colocou Miguel de Barros, da Guiné-Bissau. O país é campeão, na África Ocidental, em conservação da biodiversidade, tendo a segunda maior concentração de biodiversidade da região.
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o ICMBio apresenta uma programação robusta, dentre eventos de promoção do próprio Instituto e participações como convidado. Com agendas na Zona Azul, Zona Verde e espaços descentralizados dos pavilhões centrais, o ICMBio tem por foco a abordagem da efetividade das unidades de conservação como territórios que corroboram no enfrentamento à mudança do clima.
Sobre o Pavilhão Brasil
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), este pavilhão é o espaço do governo federal na Zona Verde da COP30. Até o fim da Conferência, serão 142 painéis sediados no espaço, que serve como ponto de convergência para a comunidade brasileira e internacional, onde governos, setor privado, academia, sociedade civil e movimentos sociais apresentam e debatem as ações do Brasil no escopo climático.
Comunicação ICMBio
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