Notícias
ICMBio e parceiros entregam cestas básicas a 2,5 mil famílias no Médio Juruá (AM)
Mais de 12 mil pessoas foram beneficiadas - Foto: Divulgação/Resex Médio Juruá
Ao fim do último ano, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou uma importante ação: a entrega de milhares de cestas básicas na Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá, no Amazonas. A iniciativa beneficiou aproximadamente 2,5 mil famílias, distribuídas em 70 comunidades, alcançando mais de 12 mil pessoas residentes na Resex, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Estadual Uacari e para populações tradicionais do entorno.
A ação integra uma estratégia nacional de reconhecimento, inclusão social e inclusão produtiva das populações que vivem em Unidades de Conservação federais e foi executada pelo ICMBio em parceria com diferentes instituições. Entre elas estão o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com apoio da Associação dos Moradores Agroextrativistas da RDS Uacari (AMARU), da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), do Instituto Juruá, da Prefeitura Municipal de Carauari e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (SEMAS/AM).
“Assegurar a segurança alimentar das populações tradicionais é motivo de grande satisfação para nós. Trata-se da maior entrega de cestas já promovida na região, viabilizada pela atuação conjunta e colaborativa das instituições parceiras”, coloca Gabriela Dias Ribeiro, analista ambiental do Instituto.
Produção extrativista e agrícola enfrenta efeitos duradouros da seca
A entrega se dá no contexto de impactos ainda persistentes da seca extrema registrada em 2024, que afetou de forma significativa as cadeias produtivas da sociobiodiversidade no Médio Juruá, como o manejo do pirarucu, a coleta de sementes e a agricultura de base familiar. Embora 2025 tenha apresentado melhores condições climáticas, segundo avaliação das próprias comunidades, os efeitos socioeconômicos do evento extremo ainda são sentidos pelas famílias.
Entre os principais impactos estão a perda da produção das roças de mandioca, alimento base da região, inviabilizada pelo solo excessivamente seco; a queda expressiva na produção de andiroba e murumuru, que comprometeu a renda do extrativismo vegetal; e as dificuldades no manejo dos lagos, com redução de cotas de pesca devido à concentração dos peixes em baixos volumes de água e limitações logísticas para transporte e contagem.
A iniciativa está sob responsabilidade da Coordenação de Informações para o Bem Viver (COBEM) e da Coordenação-Geral de Povos e Comunidades Tradicionais (CGPT) do ICMBio.
Comunicação ICMBio
comunicacao@icmbio.gov.br
(61) 2028-9280