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Recorde histórico: Temporada de desova da tartaruga-verde 2024/2025 em Fernando de Noronha já ultrapassa 750 ninhos
O período segue até junho, com monitoramento conduzido pelo Centro Tamar do ICMBio e a Fundação Projeto Tamar.
A temporada reprodutiva da tartaruga-verde (Chelonia mydas) em Fernando de Noronha já entrou para a história! Até o momento, 772 ninhos foram registrados, um número que deve crescer até junho, quando o ciclo de desova se encerra. O recorde anterior, das temporadas de 2022/2023 e 2016/2017, que contabilizaram 430 e 420 ninhos, respectivamente, foi superado com ampla margem.
O monitoramento é liderado pelo Centro Tamar, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Fundação Projeto Tamar, dentro do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Monitora – Alvo Tartarugas Marinhas.
Segundo o pesquisador Claudio Bellini, analista ambiental do Centro Tamar/ICMBio, o crescimento das desovas tem sido consistente ao longo dos anos. “Quando comparamos a atual temporada com as primeiras, na década de 1980, observamos um aumento multiplicativo de cerca de 20 vezes. É uma tendência promissora, que também já foi documentada em outros locais de reprodução da espécie pelo mundo”, explica.

- Analistas ambientais do Centro TAMAR/ICMBio Claudio Bellini e Marcello Lourenço em monitoramento noturno, Fernando de Noronha-PE (Foto: Flávio Costa).
Para Rafaely Ventura, coordenadora da Fundação Projeto Tamar em Fernando de Noronha, esse marco reflete décadas de dedicação à conservação. “A Fundação nasceu com a missão de recuperar as populações de tartarugas marinhas no Brasil. Agora, vemos os frutos desse trabalho”, comemora.
“Hoje, temos um número muito mais expressivo, resultado de um esforço contínuo, feito com amor e compromisso com a biodiversidade”, enfatiza.
Proteção e conscientização
A Praia do Leão concentra o maior número de desovas na ilha, mas o monitoramento abrange diversas praias dentro do Parque Nacional Marinho e da Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha.
A temporada segue até junho, e a colaboração de moradores e visitantes é essencial. Ao se deparar com uma estaca de identificação de ninho ou presenciar uma fêmea em postura, observe à distância e evite qualqueis interferências.
Lembre-se: é proibido tocar ou perseguir as tartarugas marinhas no arquipélago de Fernando de Noronha!
Fotos: Flávio Costa
Comunicação Centro TAMAR/ICMBio