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Pesquisa na Cadeia de Montanhas Submarinas Vitória-Trindade revela riqueza de biodiversidade
A Expedição promovida em 17 dias ao Arquipélago de Martin Vaz e Monte Colúmbia revelou resultados expressivos e inéditos para a ciência do Mar
Passou muito rápido e os pesquisadores já estão em retorno a Vitória-ES, à bordo do Navio DeepSea. Foram 17 dias da Expedição promovida às Grandes Unidades Oceânicas geridas pelo ICMBio (APA do Arquipélago de Trindade e Martin Vaz e MONA das Ilhas de Trindade e Martin Vaz e do Monte Columbia), em um lugar longínquo e de difícil acesso, a 1200 km da costa capixaba.
Especialistas e pesquisadores do ICMBio (Centro Tamar e NGI Grandes Unidades Oceânicas), da UFES, do CEBIMar/USP e OSCIP Voz da Natureza têm muito a celebrar, tamanha a riqueza de biodiversidade capturada por eles, em imagens fotográficas e vídeos, além claro do ‘ao vivo e em cores’, em mergulhos científicos na região.Nesse verdadeiro berçário de natureza intocada, enfrentando condições de mar e clima variáveis, os especialistas conseguiram realizar o levantamento de mais 100 espécies de peixes, outras espécies como tartarugas, tubarões, entre outros, além de outras 6 espécies de coral.
A partir dos 17 censos realizados em mergulhos, a profundidades que variaram de 6 a 30 metros, os pesquisadores visualizaram a beleza e o colorido de 40 espécies diferentes de peixes.
A partir do uso da metodologia BRUV foram efetuados, somente em Martin Vaz, 10 lançamentos do equipamento ao mar, em profundidades variando de 30 a 60 metros de profundidade, e outros 8 lançamentos a uma profundidade ainda maior - entre 60 e 90 metros.
Já no Monte Colúmbia ocorreram outros 8 lançamentos com o equipamento BRUV variando de 80 a 110 metros de profundidade. BRUV é um equipamento de filmagem lançado no fundo do mar que utilizam iscas visando atrair os peixes para que sejam filmados.
Outra metodologia utilizada pelos pesquisadores a bordo foi o ROV - veículo operado remotamente que filma o fundo do mar a grandes profundidades onde e arriscado o mergulho, efetuando a coleta algumas espécies. Ao todos foram feitos 16 lançamentos com o ROV, sendo 9 deles em Martin Vaz a profundidade variável de 30 a 116 metros de profundidade; 2 no Monte Colúmbia, a 122 metros de profundidade e 4 no Monte Davis, a profundidades variável de 46 a 160 metros.A partir da DROPCAM - equipamento de filmagem que vai sendo lançado com o barco à deriva e vai filmando o fundo do mar assim como a paisagem - os pesquisadores fizeram 2 lançamentos no Monte Colúmbia, em profundidades que variaram de 86 a 100 metros; além de vôos de Drone para filmagem e fotos em Martin Vaz.
Se perguntamos ao pesquisador João Gasparini, da UFES/FEST se a expedição valeu a pena, a resposta mais do que surpreende: “Estamos simplesmente sem palavras para revelar a riqueza de informações trazidas nessa Expedição. E até surpresas para, quem sabe, revelarmos em breve”, sobre a possibilidade de até uma espécie nova de peixe ter sido descoberta durante essa expedição às Grandes Ilhas.
Tudo isso foi promovido pelo do ICMBio – por meio do Centro TAMAR e Grandes Unidades Oceânicas – assim como do apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia – FEST, do Projeto TerraMar (MMA e GIZ/IKI), e da Associação Voz da Natureza, além do coordenador técnico da expedição, o Dr João Batista. Esteve a bordo o coordenador do Programa REVIMARMMMA/CIRME, Rafael Sperb, avaliando os métodos de amostragem.
Solicitação de Entrevistas: Sandra Tavares – Comunicação Centro TAMAR/ICMBio – 27-999997116


