Plano de Ação Nacional para Conservação da Ararinha-azul
ESPÉCIES-ALVO
| TAXON | NOME COMUM | CATEGORIA |
| AVES | ||
| Cyanopsitta spixii | Ararinha-azul | CR |
VIGÊNCIA
PAN FINALIZADO
2019-2024 (2º ciclo)
2012-2017 (1º ciclo)
RESUMO
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica de uma pequena região semiárida do Baixo–Médio Vale do Rio São Francisco, inserida no bioma Caatinga, no estado da Bahia. Historicamente considerada rara, sua área de distribuição permaneceu por muito tempo pouco conhecida. Somente em 1986 foram localizados os três últimos indivíduos conhecidos em vida livre, no município de Curaçá (BA). Em 1990, restava apenas um exemplar na natureza, fato que motivou a criação do Projeto Ararinha-Azul, voltado ao monitoramento desse último exemplar. Apesar desses esforços, a espécie foi registrada pela última vez em vida livre em outubro de 2000, sendo posteriormente considerada extinta na natureza.
Atualmente, a ararinha-azul é considerada Criticamente em Perigo (CR). Sua população em cativeiro é composta por aproximadamente 300 indivíduos. Em 2022, iniciou-se a reintrodução da espécie, com a soltura dos primeiros grupos em sua área de ocorrência histórica, no município de Curaçá. Em 2023, outro marco foi alcançado: os primeiros filhotes de ararinha-azul nasceram em vida livre, representando um avanço significativo para o sucesso da reintrodução da espécie.
O Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul (PAN Ararinha-Azul) foi oficializado em 2012, com os objetivos de ampliar a população mantida em cativeiro e promover a recuperação e conservação do habitat histórico da espécie. Durante o primeiro ciclo, o PAN registrou um grande sucesso reprodutivo, dobrando o número de indivíduos na população cativa. Além disso, o Governo Federal em parceria com o Projeto Ararinha na Natureza, criou duas duas Unidades de Conservação (UCs): o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul e a Área de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul.
No segundo ciclo, o PAN teve como objetivo central “realizar a reintrodução da ararinha-azul em sua área de ocorrência original até 2024, visando o aumento populacional contínuo e a conservação dos habitats, com o envolvimento das comunidades locais em práticas sustentáveis”. Esse ciclo se encerrou em 2024, consolidando importantes avanços e reafirmando o compromisso institucional do ICMBio com a conservação da espécie e de seu habitat.
As ações remanescentes e recomendações finais do PAN Ararinha-Azul foram incorporadas ao PAN Aves da Caatinga, ampliando o escopo das estratégias de conservação e potencializando os benefícios para a biodiversidade regional como um todo.
BIOMA
Caatinga
CENTROS RESPONSÁVEIS
PRODUTOS DO PAN
PRODUTOS DO 2º CICLO DO PAN
| Ação do PAN* | Nome do produto |
| 2.1 | [link] O mapa de unidades da paisagem pode ajudar na conservação da ararinha-azul? |
2.3 | |
| 2.6 | |
| 2.6 | |
| 6.3 | [link] A Conservação da Ararinha-azul: Desafios e Conquistas |


