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CGINGA participa da 29ª edição da Prateleira de Serviços sobre segurança psicológica e inovação no trabalho
A Coordenação-Geral de Inovação e Governança Estratégica (CGINGA) participou da 29ª edição da Prateleira de Serviços, organizada pelo LA-BORA!gov, o laboratório de gestão inovadora do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Com o título “Inovar sem medo: como criar ambientes psicologicamente seguros no trabalho”, o encontro aconteceu no dia 21 de maio e foi transmitido ao vivo pelo YouTube contando com mais de 400 pessoas acompanhando a atividade.
A palestra teve como foco a importância da segurança psicológica para a construção de ambientes públicos mais inovadores, colaborativos e orientados à transformação institucional. A iniciativa integra as ações do LA-BORA!gov, que podem ser conhecidas no site: https://www.gov.br/servidor/pt-br/assuntos/laboragov.
O encontro reuniu representantes do LA-BORA!gov, Mirian Bittencourt, diretora de Governança e Inteligência de Dados da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), e Marília Resende, da CGINGA. A atividade promoveu uma reflexão sobre como organizações públicas podem criar condições para que servidoras e servidores se sintam seguros para propor ideias, questionar práticas, reconhecer falhas e participar ativamente da melhoria dos serviços públicos.
Durante sua participação, Marília Resende apresentou o movimento da GINGA, destacando a ambiência como dimensão central para sustentar processos inovadores no Estado. A apresentação situou a GINGA como um ecossistema que busca superar a inovação isolada e fragmentada, fortalecendo uma atuação mais sistêmica, integrada e conectada às necessidades da cidadania.
A fala enfatizou que a inovação pública não depende apenas de métodos, tecnologias ou estruturas formais. Ela exige também um ambiente institucional e humano no qual as pessoas possam experimentar, cooperar e aprender sem medo. Nesse sentido, a ambiência foi apresentada como o espaço onde a inovação “respira”: um campo sustentado por relações de confiança, diversidade e inclusão, senso de pertencimento e abertura ao questionamento propositivo.
A apresentação também contrastou modelos tradicionais de comando e controle, marcados por hierarquias rígidas, medo de errar e inovação restrita, com a proposta da Ambiência GINGA, baseada em autogestão, liderança facilitadora, cultura de pertencimento, segurança psicológica e segurança jurídica. Essa mudança de paradigma foi apontada como condição para que a inovação deixe de ser episódica e passe a gerar valor real para a sociedade.
Ao participar do debate, a GINGA reforçou seu compromisso com a construção de um Estado mais aberto, colaborativo e humano, no qual a inovação seja compreendida como prática cotidiana e coletiva. A mensagem central foi a de que ambientes psicologicamente seguros são fundamentais para que pessoas e instituições possam transformar problemas públicos em soluções mais criativas, inclusivas e efetivas.