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Contenção de encostas: técnica protege as rodovias e ajuda a prevenir deslizamentos
O que mantém uma encosta estável ao lado de uma rodovia, mesmo diante de períodos de chuvas intensas? Em trechos de serra ou áreas com terrenos acidentados e suscetíveis a instabilidades, diferentes soluções de engenharia podem ser empregadas para reduzir os riscos de deslizamentos, quedas de blocos e erosões, por exemplo.
São as chamadas contenções de encostas, estruturas que têm a função de estabilizar o terreno e evitar que a movimentação do solo ou de rochas comprometa a integridade da rodovia. Além de preservar a infraestrutura, as intervenções contribuem para a segurança dos motoristas e demais usuários, especialmente em regiões suscetíveis a eventos climáticos extremos.
A escolha da solução depende das características específicas de cada local, como o tipo de solo ou rocha, a inclinação e as condições de estabilidade do terreno, além das condições de drenagem. Por isso, antes da execução, são realizados estudos e investigações geotécnicas para definir a técnica mais adequada.
Técnicas utilizadas
Entre as soluções utilizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão a execução de solo grampeado, chumbadores, a instalação de telas de proteção, muros de contenção, gabiões e as cortinas atirantadas. Em alguns casos, também são adotadas medidas de proteção contra a erosão superficial, como a cobertura vegetal e sistemas de drenagem para conduzir adequadamente a água da chuva.
A técnica da cortina atirantada, por exemplo, é uma solução de contenção que consiste em uma estrutura de concreto armado executada junto ao terreno e ancorada ao maciço por meio de tirantes - barras de aço que são introduzidas em profundidade e ancoradas em uma camada mais resistente e estável do solo ou da rocha.
Depois de instalados, os tirantes são protendidos (tensionados para exercer força), transferindo esforços para a região mais estável do maciço. Dessa forma, a cortina contribui para conter os deslocamentos do terreno e a resistir aos esforços exercidos pelo maciço, contribuindo para o aumento da estabilidade da encosta.
Segurança e prevenção
A atuação nas encostas também envolve medidas preventivas. A drenagem adequada é fundamental para evitar que a água da chuva provoque erosões e favoreça a instabilidade do terreno. Dispositivos como valetas, sarjetas, dissipadores de energia e descidas d’água ajudam a conduzir o fluxo hidráulico de forma segura. Em áreas onde não há necessidade de estruturas de contenção, a cobertura vegetal também pode auxiliar na proteção superficial do talude contra processos erosivos.
Nesse contexto, a atuação preventiva é tão importante quanto a execução das próprias obras de contenção. A combinação entre conhecimento geotécnico, drenagem, proteção superficial e soluções de estabilização adequadas às condições de cada local permite reduzir a ocorrência de instabilidades e ampliar a segurança e a durabilidade da infraestrutura rodoviária.