Diretor do Departamento de Transporte Ferroviário (DTFER/SNTT)
Publicado em
26/02/2016 00h00
Atualizado em
26/02/2016 00h10
Secretaria Nacional de Transportes Terrestres- SNTT
Ismael Trinks
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8h às 18h - Despacho interno Bom dia! Prezados, confira o clipping do Ministério dos Transportes – 1ª Edição, com os destaques do dia 29/2: VALOR ECONÔMICO TCU diz que governo perdeu controle de Transnordestina e pode anular concessão Empresa obtém R$ 3 bi com venda antecipada de capacidade O ESTADO DE S. PAULO Após pressão do PT,Cardozo decide deixar ministério CORREIO BRAZILIENSE Do PT ao governo, as tarefas de Edinho MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES VALOR ECONÔMICO - SP BRASIL 29/02/2016 TCU diz que governo perdeu controle de Transnordestina e pode anular concessão Por Murillo Camarotto | De Brasília Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no contrato da ferrovia Transnordestina apontou uma série de irregularidades que, se não forem corrigidas, podem resultar na anulação da concessão. Segundo o relatório da investigação, obtido pelo Valor, o governo "perdeu o controle" sobre a obra, que começou há quase dez anos, mas segue sem perspectiva concreta de conclusão e com custo quase três vezes superior ao previsto originalmente. Para acessar o restante da notícia, acesse o link: http://www.valor.com.br/brasil/4458118/tcu-diz-que-governo-perdeu-controle-de-transnordestina-e-pode-anular-concessao MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES VALOR ECONÔMICO - SP BRASIL 29/02/2016 Empresa obtém R$ 3 bi com venda antecipada de capacidade Por Murillo Camarotto | De Brasília O contrato de concessão assinado em janeiro de 2014 entre a ANTT e a Transnordestina Logística limitou a R$ 7,012 bilhões o valor final da ferrovia. O acordo estabelece que o montante que ultrapassar essa quantia terá que ser obtido pela concessionária por meio da venda antecipada de capacidade de carga da ferrovia. Para acessar o restante da notícia, acesse o link: http://www.valor.com.br/brasil/4458120/empresa-obtem-r-3-bi-com-venda-antecipada-de-capacidade MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES O ESTADO DE S. PAULO - SP POLÍTICA 29/02/2016 Após pressão do PT,Cardozo decide deixar ministério Titular da Justiça se diz injustiçado e vai entregar o cargo à presidente Dilma; deputados petistas o procuraram para reclamar de cerco a Lula Vera Rosa ENVIADA ESPECIAL Luciana Nunes Leal / RIO O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu deixar o governo. Pressionado pelo PT após rumores de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria alvo de quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal no âmbito da Operação Lava Jato, Cardozo se sente injustiçado e resolveu entregar o cargo à presidente Dilma Rousseff. Anteontem, Lula se queixou de estar sendo perseguido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público ao participar da festa de 36 anos do PT. "Eu já fui prestar vários depoimentos. Recebi uma intimação de que, a partir de segunda-feira (hoje), vão quebrar meu sigilo bancário, telefônico, fiscal. O meu, da Marisa, do meu neto, se precisar até da minha netinha de um mês", disse o ex-presidente, sob aplausos. "Se esse for o preço que a gente tem que pagar para provar nossa inocência, que façam. A única coisa que quero é que, depois (...), me deem um atestado de idoneidade porque duvido que tenha alguém mais honesto que eu neste País." A amigos com quem conversou ontem, Cardozo não escondeu o seu aborrecimento com os ataques e afirmou que o PT não entende o seu papel quando critica a falta de controle sobre a Polícia Federal. O ministro argumenta que a corporação tem autonomia para fazer investigações e ele só pode atuai" em caso de violação de direitos. No último dia 22, uma comissão de dez deputados federais do PT esteve no gabinete de Cardozo para fazer nova reclamação. Os parlamentares cobraram dele providências sobre as investigações relativas a Lula e pediram que a Polícia Federal centrasse fogo na apuração de denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os petistas também disseram ao ministro ter certeza de que o objetivo da força-tarefa da Lava Jato era prender Lula e o criticaram até mesmo por tirar fotos com o "japonês da Federal", numa referência ao agente da PF Newton Ishii, que chegou a ser expulso da corporação em 2003 e foi reintegrado depois. Ishii se tornou conhecido por escoltar presos da Lava Jato. A prisão do marqueteiro João Santana, que fez campanhas de Dilma e Lula, também reforçou a pressão feita por setores do PT, com apoio do ex-presidente, para que Cardozo seja substituído. No ano passado, Cardozo chegou a comunicar a Dilma a intenção de deixar o cargo, mas atendeu a um apelo da presidente e permaneceu no ministério. Já na época ele era alvo de críticas do PT por causa da Operação Lava Jato. Cardozo é um dos mais próximos colaboradores da presidente desde a campanha de 2010. Ocupa o Ministério da Justiça desde o primeiro mandato de Dilma. A relação com Lula, porém, não é das melhores. Em reunião com deputados do PT e advogados no sábado, antes da festa de aniversário do PT, o ex-presidente voltou a se queixar do ministro. Mesmo sob ataque, Lula ainda é o nome que o PT conta para a eleição de 2018.0 ex-presidente admitiu, no sábado, que, se necessário, será candidato para defender o seu legado e o PT. Sigilos. O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que se reuniu com Lula no sábado, confirmou que um dos temas da conversa foi a informação de que a Justiça determinaria a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico dele e de sua família. Questionado sobre a reação do ex-presidente à uma possível decisão judicial, Damous afirmou que "não há nenhum temor"em relação a isso. Ele afirmou que o partido não tem "conhecimento do teor" dessa eventual medida. "Vocês (imprensa) sabem mais do que muitos advogados de defesa (de réus da Operação Lava Jato)", disse. O deputado, que é ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio, sustentou que, se confirmada, a quebra de sigilo, "é um ato arbitrário, pois não é decorrente de indícios". Na noite de sábado, ao chegar para a festa, na zona portuária do Rio, Damous afirmou que Lula "está indignado com essa campanha sórdida, essa publicidade opressiva". De acordo com ele, Lula chegou a brincar com a situação "absurda". "Poxa, eu sou dono sem ser", afirmou o ex-presidente, ao reiterar que não é proprietário do apartamento triplex no Guarujá e nem do sítio em Atibaia (SP), alvos de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. Campanha "(Lula) Está indignado com essa campanha sórdida, essa publicidade opressiva" Wadih Damous (PT-RJ) DEPUTADO FEDERAL MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES CORREIO BRAZILIENSE - DF POLÍTICA 29/02/2016 Do PT ao governo, as tarefas de Edinho JOÃO VALADARES EDUARDO MILITÃO O jornalista Edson Barbosa, que foi responsável pela propaganda do PT até este mês, função antes ocupada por João Santana, é dono de empresa que ganhou R$ 474 milhões em contratos de publicidade do governo federal entre 2008 e 2016. A Link Propaganda presta serviços para Correios, Infraero e os ministérios da Agricultura, Transportes e Integração Nacional. Ele aceitou, em dezembro do ano passado, o convite do presidente do PT, Rui Falcão, para retornar ao marketing da legenda, local em que já tinha trabalhado em 2005. Há cerca de 15 dias, a Link ganhou mais um contrato na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT): uma prorrogação de R$ 20 milhões por um ano para serviços no Ministério dos Transportes. Edinho, como é conhecido, disse ao Correio que os negócios com o partido se encerraram em 23 de fevereiro, quando foi ao ar o último programa de TV da sigla. Ele assinou os seis últimos comerciais e mais um programa de propaganda com 10 minutos. Edinho refuta de maneira contundente o título de “marqueteiro do PT”. A legenda também. A sigla informou que o jornalista, que comandou o marketing de Eduardo Campos nas duas eleições vitoriosas em Pernambuco, em 2006 e 2010, foi contratado pelo PT, por meio da empresa Conceito Latino, “para produzir o programa partidário deste ano”. Em seu site, a Link informa que atendeu o partido em 2006. Só nos Correios, a empresa teve um contrato de R$ 62,5 milhões por ano, renovado duas vezes. A última renovação, em 13 de março do ano passado, estendeu a contratação até 6 de março deste ano. Até lá, serão R$ 187 milhões. Segundo a assessoria do PT, “o fato de ser sócio da Link, que venceu concorrências na publicidade governamental, não o interdita nem ao partido para que preste seus serviços legalmente.” Denúncia Edinho e a Link foram denunciados com o ex-prefeito de Itabuna (BA) Geraldo Simões (PT). Segundo o Ministério Público Federal, houve desvio de verbas da saúde e da educação para a empresa. O jornalista afirmou que a Link não pode ser punida por um “erro da prefeitura”. A procuradoria diz que a Link foi contratada sem licitação e fez a campanha à reeleição de Simões em 2004. O processo está em andamento. A reportagem não localizou Simões. Em entrevista ao Correio na noite de quinta-feira, Edinho disse que presta serviços ao governo federal desde 1999. “Não sou responsável pelo marketing do PT. O responsável é o presidente Rui Falcão.” Ele ressalta o fato de ter feito os programas por meio da Conceito Latino. “A ação da Link, nos seus contratos de interesse público, não tem nenhuma relação com a ação profissional de Edson Barbosa. Inclusive, eu não atendo ninguém, nessa área de marketing político, pela Link. Nós temos outra empresa, que se chama Conceito Latino, que é a empresa que firma os contratos para atendimento de política.” O jornalista disse não observar nenhum conflito ético. “Já atendi o PSDB, de Lúcio Alcântara no Ceará; o PSB, com Eduardo Campos; o PMDB, com Jakson Barreto; o DEM, com o ministro Vinícius Pratini de Moraes”, explicou. Quase meio bilhão Veja quanto a Link Propaganda, do jornalista Edinho Barbosa, ganhou em contratos do governo federal: Órgão Valor* Correios R$ 187,5 milhões Infraero R$ 20 milhões Ministério da Agricultura R$ 21,1 milhões Ministério da Educação R$ 124,9 milhões Ministério da Integração Nacional R$ 33,5 milhões Ministério dos Transportes R$ 86,8 milhões Total R$ 474 milhões *Valor recebido a partir de 2008, mais valor contratado para recebimento até 2016 Fontes: Portal da Transparência, Correios e Diário Oficial MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES VALOR ECONÔMICO - SP EMPRESAS 29/02/2016 Mais prazo para Rumo ALL Destaques A Rumo ALL ainda aguarda posição da ANTT sobre as renovações dos contratos de concessão de sua rede que vencem até 2028. A empresa opera quatro concessões: a malha sul, cuja concessão vai até 2027, a malha paulista, até 2028 - considerada a mais estratégica porque liga Rondonópolis (MT) ao porto de Santos (SP) -, a malha norte, com prazo até 2079, além da malha oeste, até 2026. Para acessar o restante da notícia, acesse o link: http://www.valor.com.br/empresas/4457992/destaques MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES O ESTADO DE S. PAULO - SP METRÓPOLE 29/02/2016 Com obra parada, Sorocaba-Itu tem série de riscos No trecho mais crítico da estrada, há buracos, falta de acostamento e sinalização e veículos na contramão; DER culpa desapropriações José Maria Tomazela SOROCABA Motoristas que transitam entre Sorocaba e Itu pela rodovia Waldomiro Correa de Camargo (SP-79) enfrentam uma série de perigos. No trecho mais crítico, de três quilômetros, há buracos, desníveis no asfalto, falta de acostamento e sinalização, veículos na contramão, pedestres e até animais na pista. As obras de duplicação, que custam ao governo estadual R$130,8 milhões, estão paradas há mais de um ano, segundo os usuários. Os trechos já duplicados se deterioram. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) alega dificuldade para concluir as desapropriações e afirma que a obra parou em março de 2015. Quando a duplicação foi lançada, em 2012, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a promessa era de conclusão até fevereiro de 2014. Como longo abandono, o mato ocupa os canteiros e o asfalto se esfarela. “Está um caos, tem trecho com mão dupla, trecho com mão simples, mas sem sinalização. Você está rodando e dá de cara com um caminhão na sua frente, na contramão”, reclama o mecânico Edno de Moraes, morador da região. O frentista Otávio Moura já presenciou vários acidentes no trecho próximo do bairro Cajuru, em Sorocaba. “Tem atropelamento quase todo dia. No domingo (dia 21), duas motos bateram na rotatória que está mal sinalizada e uma delas ainda atingiu um pedestre.” Sem passarelas e faixas para pedestres, os moradores cruzam a rodovia onde conseguem, em meio ao trânsito. Moura conta que a rodovia é usada por caminhoneiros como rota de fuga do pedágio da rodovia José Ermírio de Moraes (SP-75), a Castelinho. “A ciclovia prevista no projeto original também não saiu.” O trecho em obras está incluído em nova fase do programa de concessões rodoviárias do governo estadual que vai repassar à iniciativa privada mais 2.266 km de rodovias em todo o Estado e implicará instalação de 25 pedágios. A SP-79 faz parte do lote B e terá uma praça de pedágio no km 66, em Sorocaba, o que também preocupa os usuários. “É praticamente uma avenida entre bairros, como vão cobrar o pedágio?”, questiona o comerciante Pedro Cerqueira Cesar. Desapropriação. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão do Estado responsável pela obra, informou que a duplicação exigiu a desapropriação de 15 áreas. Mas sete imóveis ainda estão em discussão na Justiça. O processo, segundo o DER, impede a entrada de frentes de serviço nesses trechos. Um dos lotes, de 11,5 km no valor de R$ 57 milhões, tem 96% dos serviços concluídos, e o outro, de 11,7 km no valor de R$ 73,8 milhões, registra 98% concluídos, de acordo como órgão. O DER informou ainda que vai solicitar reforço na sinalização para garantir a segurança dos usuários. PARA LEMBRAR Concessão foi suspensa O governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu suspender na sexta-feira um dos quatro lotes da nova fase do programa de concessões de rodovias do Estado. O lote B era composto por 481 quilômetros de vias entre as regiões do Alto Ribeira e Campinas, e incluía o trecho na SP-79, entre Sorocaba e Itu. O procedimento estava na fase de audiências públicas, previstas na licitação, e a decisão de suspendê-lo foi motivada pelos protestos de prefeitos e usuários contra a instalação de sete pedágios na região. MANCHETES E COLUNAS MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES FOLHA DE S. PAULO - SP PAINEL 29/02/2016 PAINEL Pouco a perder NATUZA NERY Mesmo depois da bateria de ataques do comando petista à agenda econômica do Planalto e do chamado de Lula para que defina de que lado está, Dilma Rousseff não dá sinais de que poderá ceder. Interlocutores da presidente avaliam que, com uma aprovação na faixa dos 10%, é preferível à petista investir em uma medida impopular, mas estruturante — a reforma da Previdência —, do que abraçar as propostas do partido, que, na sua opinião, não ajudam o país a sair da crise. Vamos conversar Jaques Wagner (Casa Civil) deve vestir a roupa de bombeiro e procurar petistas no Congresso para apagar o incêndio. A inclusão da CPMF entre as medidas defendidas pelo diretório do partido na sexta animou parte do governo. Nem tenta A tarefa, entretanto, não será fácil. Lindbergh Farias (PT-RJ) não vai à reunião convocada pelo Planalto com a bancada no Senado para pôr panos quentes depois do desentendimento na votação do projeto do pré-sal. Paulo Paim (PT-RS) deve fazer o mesmo. Fui por aí Dilma investirá na agenda internacional. Além da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington, ela deve ir duas vezes à ONU, em Nova York, em abril. Pretende participar da assinatura do acordo climático de Paris e de uma sessão especial de combate às drogas. Truco O Planalto avisou aos governos estaduais que, caso a proposta que altera o indexador do saldo de suas dívidas com a União seja aprovada na Câmara, a renegociação em curso — que prevê extensão do prazo e autorização para novos empréstimos — deve ser engavetada. Conte comigo Com isso, espera contar com a pressão dos governadores sobre suas bancadas para barrar o texto. Segue o jogo Com a definição da liderança da bancada do PP na Câmara, a última entre as grandes a escolher seu novo líder, deputados esperam que Eduardo Cunha dê início às tratativas para a eleição das comissões na Casa. Quebra-cabeça O peemedebista aguarda o fim da janela partidária para definir a estratégia de enfrentamento ao governo na disputa pelo comando das comissões. Há possibilidade de que alguns dos candidatos de seu grupo mudem de sigla, o que forçará a escolha de novos nomes. Cabra-cega Antes do resultado das prévias do PSDB para a Prefeitura de São Paulo, tucanos previam “vinte dias sangrentos”, em referência à possibilidade de segundo turno. “Vai ser uma briga de foice no escuro”, ilustrou um dirigente do partido. Companheiro O PT tenta convencer Eduardo Suplicy, secretário paulistano de Direitos Humanos, a compor a chapa de vereadores da sigla neste ano. A legenda aposta nele como puxador de votos. Quem dá mais Petistas brincam que há uma disputa entre Fernando Haddad e Suplicy para ver quem passa mais tempo sem ser recebido por Dilma. O prefeito pediu audiência há quatro meses. O ex-senador não foi recebido durante todo o mandato. Lá ou cá Juiz da Operação O Recebedor, Eduardo Pereira Leite tomou decisão diferente de Sérgio Moro sobre prisões temporárias. Para ele, é “inviável” decretá-las para evitar combinação de depoimentos. Moro já determinou a medida para impedir “concertação” entre investigados. Quem manda Uma das delegadas da Polícia Federal que atuam na Lava Jato, Fernanda Costa de Oliveira tem arrancado suspiros de réus e advogados da operação. Ganhou o apelido de “delegata”. No bolso O Ministério da Justiça vai dar um prêmio de R$ 40 mil para que a proposta vencedora de seu concurso para a criação de aplicativos de combate à corrupção seja concretizada. O segundo e o terceiro lugares levarão R$ 10 mil cada um. TIROTEIO Dilma está sozinha. O PMDB tira onda de oposição na TV, e o PT lança um programa alternativo. O último a sair que apague a luz. DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre a relação conflituosa entre a presidente Dilma Rousseff e os dois maiores partidos de sua coalizão. CONTRAPONTO Pense em mim Às vésperas da eleição para a liderança da bancada PP na Câmara, quando o deputado Cacá Leão (BA) ainda se apresentava como candidato ao posto, Aguinaldo Ribeiro (PB) percorria os corredores do Congresso em busca de votos de última hora. Ao avistá-lo com uma gravata amarela, o correligionário Marcelo Belinati (PR) decidiu fazer graça e elogiou o ex-ministro: —Bela gravata, hein, deputado? Ainda precisando angariar eleitores, Ribeiro fez um gesto como se afrouxasse o nó e devolveu, rindo: —Pois leve, meu amigo, já é sua! MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES FOLHA DE S. PAULO - SP COTIDIANO 29/02/2016 Maioria dos brasileiros desaprova aborto mesmo com microcefalia 51% rejeitam e 39% aprovam o direito em caso de má-formação, diz Datafolha. Brasileiro culpa mais a própria população do que os governos municipais, estaduais e federal por casos de zika LUCAS FERRAZ DE SÃO PAULO A maioria da população brasileira considera que as mulheres infectadas pelo vírus da zika não deveriam ter direito de abortar -mesmo que houvesse a confirmação de microcefalia no bebê. Segundo pesquisa Datafolha, 58% avaliam que as grávidas que tiveram zika não podem ter a opção de interromper a gravidez, contra 32% que defendem esse direito -e 10% que não opinam. A rejeição majoritária à possibilidade de aborto legal ocorre inclusive nos casos em que a microcefalia já foi comprovada durante a gestação. Nesse cenário, 51% se posicionam contrários ao direito de interromper a gravidez, contra 39% que são a favor. O vírus da zika em gestantes tem sido associado ao aumento de casos de má-formação no cérebro de recém-nascidos e levou a OMS (Organização Mundial da Saúde) a decretar emergência mundial. No Brasil, epicentro da doença, já foram confirmados 583 casos de microcefalia desde outubro, mais de 90% deles no Nordeste. O Datafolha aponta que a rejeição à hipótese de aborto é maior entre as mulheres do que entre os homens -61% delas discordam do direito de interrupção da gravidez para gestantes que tiveram zika (contra 53% dos homens) e 56%, mesmo se a microcefalia já estiver confirmada (contra 46% dos homens). Esse direito -no caso de bebês com a má-formação comprovada- só tem a defesa majoritária entre brasileiros com escolaridade superior ou com renda familiar acima de cinco salários mínimos. Entre as mulheres que disseram ter planejado uma gravidez nos últimos meses (só 9%), quase metade afirmou ter desistido do plano. O surto de zika e microcefalia reacendeu a discussão do aborto legal, previsto no Brasil apenas em situações que colocam a mãe em risco, em casos de estupro e anencefalia (falta de cérebro) e que é passível de punição -até três anos- pelo Código Penal. Apesar da proibição, há mulheres com zika que já recorreram ao aborto, conforme revelado pela Folha. Um braço de direitos humanos da ONU (Nações Unidas) chegou a pedir que países afetados pelo vírus considerassem esse direito das mulheres de interromper a gravidez. O aborto, mesmo diante da zika, foi rechaçado e considerado um "mal absoluto" pelo papa Francisco, que admitiu, porém, a hipótese do uso de métodos contraceptivos. Apesar da desaprovação da maioria da população ao direito de interromper a gravidez diante da zika e da microcefalia, os índices são inferiores aos de pesquisa Datafolha, de novembro do ano passado, sobre a legislação do aborto de modo geral, sem estar relacionado a essas doenças. Na ocasião, 67% defendiam manter a punição à prática, contra 16% que eram favoráveis à ampliação do aborto legal para mais situações e 11% que defendiam a prática em qualquer hipótese. RESPONSABILIDADE A pesquisa Datafolha, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, foi realizada entre os dias 24 e 25 deste mês, em 171 municípios do país, onde houve 2.768 entrevistas. O levantamento aponta que os brasileiros responsabilizam os governos federal, estadual e municipal (em índices semelhantes) pelos casos de zika, mas chegam a culpar ainda mais a própria população. Pela pesquisa, 93% reconhecem que os moradores têm alguma responsabilidade pelo vírus -para 75%, "muita responsabilidade". Enquanto isso, varia entre 88% e 89% os que veem responsabilidade dos governos federal, estadual ou municipal -e de 56% a 58% os que falam em "muita responsabilidade". Nos últimos meses, campanhas do poder público têm enfatizado a necessidade de participação de moradores no combate aos focos do Aedes aegypti, que, além da zika, também é transmissor de dengue e chikungunya. A precariedade do saneamento básico, porém, com a recorrência de esgoto a céu aberto e lixo nas ruas, é apontada por especialistas como um dos principais fatores para proliferação do mosquito. O Datafolha aponta que 81% dos brasileiros dizem ter medo de contrair a zika -dos quais 58%, "muito medo". A maioria da população (57%) avalia estar bem informada a respeito da doença. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES O ESTADO DE S. PAULO - SP SONIA RACY 29/02/2016 SONIA RACY ‘Não adianta ter bomba nuclear, um País precisa é ter cultura’ Sonia Racy Personagem de Velho Chico, que a Globo estreia em março, ator fala do excesso de trabalho e da importância do esporte e da cultura como ‘uma saída para o País’ Nem bem Alex, de Verdade Secretas, saiu de cena e da rotina dos telespectadores, e Rodrigo Lombardi já assumiu novo papel – agora ele é o capitão Ernesto Rosa, personagem na primeira fase de Velho Chico – a novela do horário nobre da Globo que estreia dia 14. Sua participação será de oito capítulos. Mesmo tendo o Rio São Francisco como cenário, a nova trama não abordará, no entanto, a polêmica da sua transposição, motivo de discussões acaloradas há tantos anos. O que não impede o ator de deixar seu recado. “Como é que você vai transpor um rio condenado? Essa obra é um elefante branco”, diz o agora “capitão” . E ele não perdeu a chance de comentar outro tema diário das conversas em cidades do Nordeste por onde tem andado: o vírus zika. Assunto frequente nas gravações de janeiro, o ator diz que, até onde sabe, ninguém da equipe foi mordido pelo Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. Desde que apareceu na telinha, há dez anos, o ator emplaca um protagonista atrás de outro, nas sete novelas em que atuou. “Nem eu me aguento mais”, brincou, bem-humorado, na conversa por telefone com a repórter Sofia Patsch. Consciente do ritmo acelerado a que se submeteu, ele acha que está na hora de uma pausa. “Quando o ator está trabalhando demais, precisa fazer algo que não tenha nada a ver com atuar”. E diz, brincando: Sinto que quero estudar cerâmica…” Na conversa ele mostra, também, como o esporte está atravessado em sua biografia: seu sonho era jogar vôlei. Não conseguiu – faltou altura. Padrinho da delegação brasileira na Olimpíada, acompanha tudo de perto e espera “que o Brasil dê o exemplo”. Acima de tudo, torce “para que o esporte mostre que ele é uma saída para o País, porque ele é”. Seu lema: “Um país sem esporte e sem cultura não pode ser considerado país, né? Não adianta ter bomba nuclear, precisa ter cultura”. A seguir, os melhores momentos da conversa. Como será Ernesto Rosa, seu personagem em Velho Chico? Ele fará parte da primeira fase da novela, são oito capítulos, mas sua passagem será marcante. É um capitão de formação, que chega em Grotas (nome da cidade fictícia da trama) e não concorda com o modus vivendi da população, que trabalha sem descanso nos campos de algodão para enriquecer o coronel Jacinto (vivido por Tarcísio Meira). O coronel compra toda a produção para revender a um preço mais bem alto. É como a gente fala, compra a peso de rapadura pra vender a peso de ouro. Será um herói do povo? Ele vai clarear a mente dessas pessoas, que no começo ficarão com medo mas depois vão começar a entender sua linha de raciocínio e caminhar com o capitão, que vai bater de frente com o coronel… e aí começa o folhetim. A novela gira em torno de duas famílias, uma a favor e outra contra a transposição do rio? A novela não trata da transposição. Na verdade, a transposição do rio não está em questão. O Rio São Francisco é, talvez, o maior personagem da trama. Essa novela é um folhetim, é uma história de amor entre duas famílias, aquele amor impossível. E você, Rodrigo, é a favor da transposição do rio? Olha, isso é um assunto que vale uma outra matéria, né? Essa transposição é um elefante branco. É uma obra que não acaba e nem sabemos se ela está em andamento. Virou uma Transamazônica, que liga o nada a lugar nenhum. Acho que no mínimo é uma obra que precisa ser repensada. Como é que você vai transpor um rio condenado? Em que sentido você diz que ele está condenado? Em termos ambientais? Ele vai morrer porque o mar está avançando, o rio não tem pressão pra continuar. Se ele desemboca no mar, ele não tem mais pressão, o que acontece? O mar invade o rio… Aí o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão … mas, vamos voltar à novela. Conte. É um retrato do Nordeste. Durante as gravações, ouvimos relatos de que lá as brigas entre famílias se arrastam durante gerações. Isso parece que está no DNA dessas pessoas. Contaram que um matou o outro porque o cachorro passou da cerca para dentro da propriedade do inimigo. E que na verdade não é muito diferente da metrópole, onde se mata por causa de um par de tênis. É uma questão cultural. É duro pensar assim, mas, uma vez colônia de exploração, sempre colônia de exploração. É uma questão historicamente enraizada. Aliás, o coronelismo, que a novela vai retratar também sobrevive nos dias de hoje, não? E que contribui para muitos dos escândalos de corrupção que o Brasil vêm enfrentando. Exatamente. E aí a gente assiste a TV Senado e olha a cara dessas pessoas, que estão ali, cada uma brigando pra defender o seu. O País sempre fica em segundo plano. Os partidos se perderam. Hoje é cada um pra si, virou time de futebol. Por falar em futebol, antes de se tornar ator você era jogador de vôlei, né? É, eu tentei, fiz todas as categorias de base, mas aí eu não cresci. E não tem jeito, é um esporte no qual você precisa ter tamanho. Eu tenho 1m82, não dá nem pra ser gandula. Tinha sonhos de participar de uma Olimpíada, por exemplo? Ah, eu tinha. Eu lembro. Nossa senhora, eu lembro quando o Marcelo Negrão fez o último ponto na Olimpíada, eu assistindo, chorando com o meu pai no apartamento em que a gente morava. Olhei pro meu pai e falei: ‘Pai, quem sabe na próxima sou eu’. O que espera da Olimpíada do Brasil? Está otimista? Olha, chega uma hora em que tem que parar e realizar. Então eu espero que o Brasil dê um exemplo, espero que o Brasil seja um ótimo anfitrião, espero que as obras fiquem prontas no tempo certo, e espero também que o esporte mostre que ele é uma saída para o País. Porque ele é. Um país sem esporte e sem cultura não pode ser considerado país, né? Não adianta ter bomba nuclear, precisa ter cultura. Os outros países precisam saber quem você é e eles só vão saber disso através da sua cultura. Então você está otimista. Ah, eu sempre sou otimista. Sou padrinho da delegação brasileira. Acompanho as pesquisas, acompanho todos os objetivos do País, a questão de medalhas. Nas gravações no Nordeste, em janeiro e fevereiro, como a equipe se comportou diante do desafio do vírus zika por lá? Receberam alguma instrução sobre como se proteger? Ah, sempre tem. Durante as gravações os nossos pontos de apoio eram as casas dos moradores – e lá eles tomam muito cuidado. Não vi garrafa virada pra cima, água desperdiçada, você não vê poça d’água em nada. Então ninguém da equipe foi picado pelo mosquito? Que eu saiba, não (risos). Já recebeu proposta para fazer cinema fora do Brasil? Ainda não. Mas se aparecer, me sinto preparado, meu inglês é bom, sou um ator, enfim, não penso, não tenho isso como um objetivo claro na minha vida. Eu penso mais em estudar fora, em me abrir, expandir meus horizontes. Acho que o ator, quando está trabalhando demais precisa dar um tempo, precisa estudar outra coisa que não tenha nada a ver. Sente que está vivendo um momento assim? Sinto que quero estudar alguma coisa que não tenha nada a ver com que eu faço, tipo cerâmica… (risos). Respirar um pouco do mundo. Desde que entrou na TV, você tem emplacado de protagonista em protagonista. Acha isso cansativo? São 10 anos de Rede Globo, estou indo pro meu décimo-primeiro, e pra minha sétima novela. É uma loucura, as pessoas não têm noção do volume de trabalho. Quando levo alguém pra ver as filmagens no Projac, a pessoa chega e fala “ah, que legal, o cenário, que bacana”. Eu vejo esse cenário todo dia o dia inteiro e a pessoa aguenta ver uma cena, na segunda já saiu do estúdio (risos), não aguenta. É uma loucura. Como passa o tempo quando não está gravando? Gosto de ficar em casa, vejo filmes, séries, fico com o meu filho, jogo videogame. Adoro esse universo de jogos, animação, sou um nerd. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES CORREIO BRAZILIENSE - DF POLÍTICA 29/02/2016 Uma freada nas manobras O presidente da Câmara dos Deputados passará, desta vez, pelo crivo do Supremo e pode ter o início do seu destino político traçado. Na quarta-feira, ministros decidirão se ele virará réu no processo que o envolve na Lava-Jato JULIA CHAIB Apesar de conseguir manobrar e protelar o processo que pode cassar seu mandato no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enfrentará nesta semana um julgamento difícil de adiar em outro poder. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão analisar se aceitam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e abrem uma ação penal contra Cunha. Se aceitarem, o presidente da Câmara se tornará réu e responderá pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava-Jato. É o primeiro item da pauta de quarta-feira da Corte. A decisão de abrir ou não a ação penal será tomada antes da análise de outro pedido da PGR, que solicita o afastamento de Cunha do mandato e da presidência da Câmara. O processo de afastamento ainda está na fase de apresentação de defesa do deputado. Mesmo se Cunha se tornar réu, ele ainda tem o direito de exercer as funções. Somente com uma condenação, após fase de instrução processual, na qual se analisam provas e depoimentos, o mandato fica ameaçado. A Constituição prevê a condenação como possibilidade para a perda do cargo de deputado, mas depende de análise pelo plenário da Câmara. Questionado, na última quinta-feira, se tem condições de continuar na presidência mesmo virando réu, Cunha afirmou “Total. Todo mundo tem a presunção (da inocência). Dou meu próprio exemplo, já aconteceu comigo de eu ter sido declarado réu e depois absolvido”. A PGR tem como base para a denúncia os depoimentos prestados no acordo de delação premiada do lobista Fernando Soares, o Baiano, e do executivo da Toyo Setal Júlio Camargo. O empreiteiro afirmou à Polícia Federal que, em encontro no Rio de Janeiro, em 2011, o presidente da Câmara pediu propina de US$ 5 milhões. O acerto se referia a contratos que somam R$ 1,2 bilhão para aluguel de navios-sondas da Petrobras. Como forma de pressionar o pagamento do montante, Cunha teria tentado pautar pedidos de investigação na Casa contra as empresas de Camargo. A abertura da ação no Supremo reforça o processo do qual Cunha é alvo no Conselho de Ética, que ainda não julgou a acusação de quebra de decoro parlamentar porque tem sido alvo de diversas manobras protelatórias. “Penso que, se o relator está levando ao plenário, é porque ele entende que se deve dar continuidade ao processo e transformar os autos em processo crime, aí teremos a instrução. Não estaremos reunidos para definir a culpa ou não do Cunha, mas tão somente para ver se há indícios da autoria quanto ao crime ou crimes retratados na denúncia”, explica o ministro do STF, Marco Aurélio Mello. O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), acredita que a denúncia será aceita e avalia que ela reforçará o constrangimento no Congresso com a presença de Cunha. “Normalmente, quando o Teori encaminha parecer solicitando abertura de um processo, o conjunto dos ministros acolhe. Até porque tem aquela máxima de que, em caso de dúvida, deve-se fazer a investigação”, diz. “Isso reforça o processo no Conselho de Ética. Um dia, o estoque de possibilidades de adiamento vai se esgotar”, completa. Na avaliação do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), é importante que o STF tome as decisões com relação a ambos os pedidos da PGR. “O importante é tomar a decisão. A indefinição hoje atrasa o parlamento. Se não for aceita a denúncia, dificilmente ele será afastado. De qualquer maneira, a decisão de quarta, dá encaminhamentos”, disse. Pimenta acredita que, diante da situação no Conselho de Ética, um possível afastamento de Cunha só seria feito pelo STF. “A maneira como está sendo conduzido o processo no conselho tem deixado muito a desejar”, critica. Conselho Após a aprovação do parecer a favor da cassação do mandato por 11 votos a nove em dezembro, uma manobra de Cunha no Conselho de Ética da Câmara garantiu que o processo voltasse a estaca zero. O presidente da Casa tem usado uma série de artifícios baseados no regimento para garantir o adiamento do processo. Na última sessão, ele e seus aliados conseguiram que um coligado ganhasse uma vaga de titular, sendo mais um voto a favor de Cunha, e pediram o afastamento do presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA). Há uma nova sessão marcada para amanhã, mas ela pode ser novamente adiada. No Senado, há o temor de que a mesma demora ocorra com o processo de quebra de decoro parlamentar contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso acusado de atrapalhar as investigações da Lava-Jato e solto há duas semanas. Na última semana, o conselho acatou um pedido da defesa do senador e impugnou o então relator, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO). O sorteio para definir o novo relator está marcado para quarta-feira. “No Senado, não conheço nenhuma providência no sentido de protelar (a análise do processo), mas não me surpreenderia se isso viesse a ocorrer. A impugnação já é um expediente protelatório”, avalia o líder da oposição na Casa, Alvaro Dias. Delcídio está de licença média por 15 dias e faz exames em São Paulo, mas há parlamentares que não defendem sua volta. “Acho que ele deveria se licenciar até o julgamento definitivo no Conselho de Ética. Existe um ambiente de constrangimento que não contribui para a análise do mandato dele”, diz Álvaro. O líder espera que o STF aceite a denúncia e Cunha também se licencie até a análise do pedido no conselho. “O Supremo, eu creio, vai agir de forma implacável. Não creio que facilitará, que fará qualquer tipo de concessão, que será condescendente”, diz. “Isso reforça o processo no Conselho de Ética. Um dia, o estoque de possibilidades de adiamento vai se esgotar” Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES O GLOBO - RJ ANCELMO GOIS 29/02/2016 ANCELMO GOIS A nova cobal Está pronto o projeto para reformar e duplicar a área comercial da CobaIdo Humaitá, um hortomercado com lojas, barese restaurantes, no Rio. Veja só. A ideia do governo federal é lançar, no segundo semestre, um projeto de Parceria Público Privada para o lugar. Com isso, o vencedor da concorrência investiria R$ 50 milhões na transformação da Cobal. O projeto, desenvolvido pela AAA Azevedo Agência de Arquitetura, é ousado: prevê estacionamento subterrâneo, que também abrigará a área de carga e descarga. O espaço do atual estacionamento vai virar uma grande praça pública ligada ao Largo dos Leões e será construído um calçadão arborizado no lado da Rua Voluntários da Pátria. Vamos torcer, vamos cobrar • Velhos companheiros Em encontro organizado por Roberto Amaral, antigo dirigente socialista, Lula falou para uma plateia de umas 150 pessoas, sexta, num auditório na Av. Paulo de Frontin, no Rio. A plateia em sua maioria era de pessoas com mais de 60 anos ligadas às lutas nacionalistas, ao brizolismo e ao antigo PCB. Lula, que foi muito crítico com a política econômica de Dilma, mostrou-se em boa forma física e fez uma tirada bem-humorada: Se alguém quiser me dar um apartamento, eu aceito. Lula e Vargas... Outro momento de humor foi quando o diretor Aderbal Freire-Filho, ao explicar que popularidade é uma coisa instável, citou Getúlio Vargas, que, na véspera do suicídio, em 1954, parecia isolado, e depois o povo ficou ao seu lado. Foi suficiente para um gaiato ao lado mexer com Aderbal: Você não está induzindo o homem ao suicídio, não?! No mais... Vida longa para Lula. A Voz do Brasil Dilma nunca cogitou a possibilidade de ir ao encontro do PT, no Rio. Quem sabe, precisa O secretário Leonardo Espíndola, do governo Pezão, está fazendo aulas de boxe no Posto 12, no Leblon. Na palma da mão O acervo histórico do CPDOC, da FGY poderá ser acessado agora pelo... telefone. A FGV criou um aplicativo gratuito (também para tablets) que contém os verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. São textos e mais de 80.000 fotografias digitalizadas. O nome do aplicativo é FGV. É briga política Na cúpula da Petrobras, o debate sobre as novas regras para o pré-sal é visto como briga política, desconectada da realidade atual. Lá, não se acredita que, nesta altura do campeonato, com a oferta mundial de óleo em alta e os preços em baixa, o governo faça uma rodada no pré-sal.< Adicionar ao meu calendário