AUDIORELEASE: Nordeste concentra 17% do estoque de empregos formais do País, segundo a Sudene
O Nordeste tem se consolidado como uma das regiões mais dinâmicas na geração de empregos formais no Brasil. Segundo boletim divulgado pela Sudene, a região concentra hoje 17% do total de empregos com carteira assinada no país.
Estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Alagoas puxaram o crescimento em 2024, com destaque para o setor de serviços, que representa quase metade das vagas formais.
Os dados também mostram o avanço de cidades do interior, como Petrolina, Caruaru, Campina Grande e Feira de Santana, que se tornaram polos importantes de emprego — muitas vezes impulsionadas pela presença de universidades e investimentos públicos.
Para o economista da Sudene, José Farias, da Sudene, além da geração de novas vagas, também houve avanços na qualidade dos empregos na região.
"Sobre os empregos na região, analisando as duas coisas, a questão da quantidade de empregos gerado por estado e o percentual de crescimento no ano 2024, na prática, se torna a região mais forte na geração de empregos no Brasil. Mesmo o Nordeste ficando com a segunda taxa de crescimento, 4,9%, ele criou quase três vezes mais emprego do que o Norte, que ficou com 5,7% de taxa de crescimento. O emprego industrial tem um salário maior, rendimento maior e a capacidade de redução da desigualdade regionais mais forte do que outros tipos de emprego".
O boletim da Sudene reforça que entender essas diferenças é essencial para planejar o futuro do trabalho e fortalecer o desenvolvimento regional com mais equidade. O documento encontra-se disponível gratuitamente no site da superintendência.
Reportagem, Agnelo Câmara, analista de comunicação da Sudene.
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