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Meio ambiente
Sudene marca presença em seminário sobre combate à desertificação
Palestras abordaram os efeitos da desertificação a partir das alterações climáticas. Foto: divulgação.
Campina Grande (PB) - A Sudene participou ontem (17) do seminário nacional “Restaurar a terra. Criar oportunidades”, alusivo ao Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Mitigação dos Efeitos da Seca. Realizado pelo Instituto Nacional do Semiárido (INSA) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o seminário ocorreu em Campina Grande (PB) e contou com a presença de pesquisadores, políticos, gestores públicos, empresários de médio e pequeno porte e representantes da sociedade civil organizada.
Para o pesquisador Victor Uchôa, engenheiro agrônomo da Sudene, é estratégico ampliar as parcerias e a articulação entre as diferentes instâncias governamentais e a sociedade para a preservação ambiental. Ele cita como exemplo a reinstalação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, colegiado vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). “Essa reestruturação foi muito importante. Na Comissão nós temos a sociedade civil e as entidades públicas juntas, desenvolvendo, conversando. A ideia é que cada um possa trazer a sua experiência, a sua expertise e aquilo que está ao seu alcance dentro da sua escala de atuação, seja local, seja estadual, regional ou nacional.”
Sudene, em parceria com o MMA e a Universidade Federal do Vale do São Francisco, apóia a atualização dos Planos Estaduais de Combate à Diversificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAEs). As equipes técnicas estão realizando o levantamento de dados sobre a situação de cada unidade federativa para estabelecer a metodologia das revisões, além de debates em cada estado. Os dados obtidos a partir das visitas aos estados irão subsidiar o diagnóstico da desertificação e, em seguida, terá início a revisão dos planos, programada para ocorrer entre abril e outubro deste ano. A expectativa é de que o resultado desse trabalho será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em Belém (PA), em novembro.
Também foi destaque, no seminário realizado ontem, a importância de criar estratégias para melhor aproveitar as potencialidades do semiárido, inclusive para a bioeconomia. O diretor do INSA/MCTI, José Etham de Lucena Barbosa, ressaltou ser estratégico para promover políticas públicas integradas. “Durante muito tempo se desenvolveram políticas de combate aos períodos de baixa precipitação pluviométrica focadas no uso e ocupação do espaço como elemento de exploração econômica, sem considerar as potencialidades da região. Precisamos avançar na construção de políticas que valorizem a convivência com o Semiárido e promovam desenvolvimento social sustentável”, afirmou.
Reportagem: Francisco Mota (Ascom/Sudene) • Mais informações: ascom@sudene.gov.br | (81) 2102.2102
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