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Sudene destaca ampliação de relações comerciais com a Índia
Superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou a articulação institucional promovida pela Autarquia para estruturar novos investimentos na Região. Foto: Elvis Aleluia/ Sudene
Recife (PE) – As oportunidades de investimento no Nordeste e os instrumentos de ação da Sudene para a atração de empreendimentos foram apresentados pelo superintendente da Autarquia, Francisco Alexandre, nesta terça (7) durante o seminário “Fazendo Negócios com a Índia – Edição Recife”, realizado nesta terça-feira (7). O objetivo da Autarquia é prospectar novos parceiros comerciais e mercados para o setor produtivo regional.
Para o gestor da Sudene, há um amplo espaço para o avanço das relações comerciais entre o Brasil e a Índia – atual 13º maior destino das exportações brasileiras -, especialmente em relação ao Nordeste. “É estratégico que os indianos, assim como investidores de outros países, conheçam as potencialidades da nossa Região”, afirmou. Ele também enfatizou que a economia nordestina é dinâmica e resiliente, lembrando que o Nordeste lidera a transição energética brasileira e reúne polos industriais de fármacos, automotivos e agropecuários com grande capacidade produtiva e avanço tecnológico.
O superintendente também destacou a articulação institucional promovida pela Autarquia para estruturar novos investimentos na região que dialoguem com as diretrizes da política industrial conduzida pelo Governo Federal. “A Sudene, em parceria com as instituições financeiras federais que atuam na Região e o Consórcio de Governadores, promoveu a Chamada Nordeste, que registrou uma demanda de cerca de R$ 130 bilhões em crédito. E estamos atualizando a carteira de projetos estruturantes do Nordeste. São duas iniciativas que mostram as potencialidades nordestinas”, comentou.
A aproximação entre os países foi celebrada pelo CEO da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIB), Leonardo Ananda como um movimento que descortina oportunidades. “Nós estamos no melhor momento das relações entre os dois países. É uma ação muito oportuna para o fortalecimento dessas relações, enfrentando um obstáculo mútuo que é o desconhecimento”.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima, o seminário fortalece as relações econômicas e culturais entre os dois países. “Nós já cooperamos através do BRICS, mas precisamos ampliar esses laços e apresentá-los ao Recife e ao nosso mercado”, disse. Durante o evento, foram inauguradas as atividades do escritório regional da Câmara de Comércio Índia Brasil e assinado um acordo de cooperação técnica entre o Investe Recife e a CCIB.
Oportunidades
De acordo o Data Nordeste, plataforma de dados da Sudene, o Nordeste exportou US$ 148 milhões em 2024 para a Índia, representando 0,59% de tudo que a Região exportou no ano passado. Os principais produtos são algodão, açúcares de cana ou beterraba, legumes e coque de petróleo. A Bahia é o estado nordestino com a maior participação no mercado, com 42%, o equivalente a US$ 63,1 milhões - Pernambuco tem participação de 8,32%, equivalendo a US$ 13,9 milhões.
Já em relação aos números de importação, em 2024, o Nordeste importou US$ 525,8 milhões da Índia, representando 1,83% das importações praticadas pela Região. O estado que mais importa é o Maranhão, com 33,2% do mercado (US$ 174,9 milhões) e Pernambuco é o segundo mercado, com 29,6%, equivalendo a US$ 156 milhões. Os principais produtos importados são óleos de petróleo, compostos heterocíclicos e de função de amina.
Segundo Leonardo Ananda, há oportunidade nos setores de tecnologia da informação, medicamentos, pagamentos digitais, defesa, mineração, químicos e petroquímicos e biotecnologia. “Alcançamos US$ 15 bilhões nas trocas comerciais, um volume ainda pequeno para as nossas potencialidades”, completou.
Por Andrea Pinheiro