A principal forma de transmissão do Zika Virus aos humanos é por meio da picada de mosquitos vetores infectados da espécie Aedes aegypti. Esta espécie de mosquito também é responsável pela transmissão da dengue e chikungunya no Brasil.
Outras formas não vetoriais de transmissão do ZIKV incluem da mãe para feto durante a gravidez (transmissão vertical), transmissão interpessoal durante o contato sexual e transmissão por transfusão de sangue.
A transmissão vertical do Zika Virus pode ocorrer em todos os três trimestres da gestação, independentemente da presença ou ausência de sintomas na mãe. Aproximadamente 26% das mães infectadas transmitem o Zika Virus aos fetos, no entanto, o risco de desenvolver defeitos congênitos, incluindo anormalidades neurológicas como a microcefalia, foi maior entre as mulheres infectadas durante o primeiro trimestre. Em contraste, o risco de complicações neurológicas fetais foi menor entre as mulheres grávidas que adquiriram infecção pelo ZIKV durante o terceiro trimestre da infecção.
Embora a infecção pelo Zika Virus do feto da mãe que adquiriu o ZIKV após a relação sexual tenha sido relatada, não está claro se o risco de infecção fetal é maior por meio da transmissão sexual para a mãe do que pela transmissão vetorial para a mãe.
As taxas de detecção do Zika Virus no sêmen de homens infectados sintomáticos têm sido consistentes na maioria dos estudos, variando de 50% a 60% no primeiro mês do início dos sintomas. Quase todos os casos de transmissão sexual do Zika Virus foram identificados dentro de 20 dias após o início da doença do parceiro infectado. Acredita-se que a duração variável da excreção de ZIKA no sêmen dos homens seja devida a diferentes características virais e do hospedeiro.
IMPORTANTE: O Zika Virus já foi detectado na saliva, urina e leite materno, entretanto a transmissão por meio desses fluidos corporais ainda não foi evidenciada.