O mês de abril é dedicado à mobilização nacional pela segurança do paciente. A iniciativa busca envolver gestores, profissionais de saúde e a população na promoção de práticas mais seguras.
Em 2026, o tema é:
“Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS.”
A campanha reforça que a segurança do paciente deve estar presente em todos os atendimentos e em todos os níveis de atenção à saúde.
Como participar
Durante o mês de abril, são realizadas diversas ações abertas ao público e aos serviços de saúde:
- Encontros on-line com especialistas sobre temas importantes.
- Materiais informativos para apoiar ações locais.
- Mobilização de serviços de saúde em todo o país.
O que você pode fazer como cidadão
A segurança do paciente também envolve a participação de quem utiliza os serviços de saúde. Algumas atitudes importantes são:
- Informar corretamente seus dados e histórico de saúde;
- Perguntar sempre que tiver dúvidas;
- Conferir seu nome e identificação antes de procedimentos;
- Participar das decisões sobre seu cuidado.
Compromisso com a qualidade do cuidado
A segurança do paciente é uma responsabilidade de todos: profissionais, gestores e cidadãos. O Ministério da Saúde atua para fortalecer um sistema de saúde mais seguro, que cuide das pessoas com qualidade, respeito e responsabilidade.
Segurança do paciente salva vidas
Cuidar da segurança no atendimento reduz erros, evita danos e melhora a qualidade do cuidado em todo o SUS.
Abril pela Segurança do Paciente
Participe das ações, acesse os materiais e ajude a promover um cuidado mais seguro.
Eixos da campanha 2026
Qualidade e segurança como base do SUS
A segurança do paciente deve estar integrada à organização do cuidado, orientando decisões clínicas, processos assistenciais e a gestão dos serviços.
Como fortalecer esse eixo:
- Implementar e monitorar protocolos de segurança do paciente (identificação correta, comunicação efetiva, segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, prevenção de infecções, cirurgia segura, entre outros);
- Garantir dupla checagem em processos críticos, especialmente em administração de medicamentos de alto risco;
- Utilizar ferramentas de gestão de risco (checklists, barreiras de segurança, análise de causa raiz);
- Estruturar e fortalecer o Núcleo de Segurança do Paciente como instância ativa na governança clínica;
- Incorporar a segurança do paciente nos processos de planejamento, supervisão e avaliação dos serviços;
- Promover cultura de segurança, com incentivo à notificação e sem práticas punitivas.
Acesso ao cuidado seguro em todo o país
A segurança do paciente também depende da organização da Rede de Atenção à Saúde, garantindo continuidade do cuidado ao longo da jornada do paciente.
Como fortalecer esse eixo:
- Qualificar a comunicação entre pontos de atenção (referência e contrarreferência);
- Padronizar processos de transferência e alta, com informações completas e seguras;
- Utilizar instrumentos de transição do cuidado (resumos de alta, planos de cuidado, comunicação estruturada);
- Organizar fluxos assistenciais baseados em risco e necessidade do paciente;
- Reduzir tempos de espera que possam agravar o quadro clínico;
- Assegurar que o paciente receba orientações claras sobre seu cuidado, especialmente em situações de alta e acompanhamento.
Valorização dos profissionais de saúde
Ambientes de trabalho seguros e equipes apoiadas são essenciais para a redução de riscos e a qualidade do cuidado.
Como fortalecer esse eixo:
- Dimensionar adequadamente as equipes, considerando carga de trabalho e complexidade assistencial;
- Promover espaços de escuta e apoio aos profissionais, especialmente após eventos adversos;
- Desenvolver ações de educação permanente voltadas à segurança do paciente;
- Incentivar práticas colaborativas e comunicação efetiva entre equipes;
- Identificar e mitigar fatores que contribuem para o desgaste profissional (sobrecarga, falhas de processo, ambiente inseguro);
- Fortalecer uma cultura organizacional que valorize o aprendizado e evite a culpabilização individual.
Melhoria contínua dos serviços
A melhoria da qualidade e da segurança deve ser contínua e baseada em dados, evidências e aprendizado organizacional.
Como fortalecer esse eixo:
- Monitorar indicadores de qualidade e segurança (eventos adversos, infecções relacionadas à assistência, quedas, erros de medicação, entre outros);
- Analisar incidentes e eventos adversos com foco sistêmico, identificando causas e oportunidades de melhoria;
- Implementar ciclos de melhoria contínua (planejar, executar, avaliar e ajustar);
- Utilizar dados para apoiar a tomada de decisão e priorização de ações;
- Compartilhar resultados e boas práticas entre equipes e serviços;
- Integrar ações de vigilância, assistência e gestão para promover respostas mais efetivas.
Para fortalecer a prática no dia a dia
A segurança do paciente se concretiza nas rotinas assistenciais. A adoção de práticas seguras, a comunicação efetiva e o trabalho em equipe são elementos essenciais para reduzir riscos e qualificar o cuidado. Pequenas melhorias nos processos podem gerar impactos significativos na segurança e na experiência do paciente.

