Perguntas Frequentes (FAQ)
-
-
Por que o Brasil perdeu o certificado de “país livre do sarampo”?
Em 2018 ocorreu a reintrodução do vírus do sarampo no país, e diante das baixas coberturas vacinais, e consequentemente do grande contingente de pessoas não vacinadas, houve a dispersão do vírus no território nacional, e devido à elevada transmissibilidade, ocorreram grandes surtos no país. Após 12 meses com a circulação do mesmo genótipo, o Brasil perdeu o cerificado de país livre de sarampo.
-
O que fazer se não lembro de ter me vacinado contra o sarampo, ou não ter tomado nenhuma dose da vacina, ou ainda, ter perdido o cartão/caderneta de vacinação?
Deve buscar o serviço de saúde para verificar e atualizar sua caderneta de vacinação conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
-
Irei viajar para o exterior, e não sei se sou vacinado para me proteger do sarampo, o que devo fazer?
Deve buscar o serviço de saúde para verificar e atualizar sua caderneta de vacinação conforme o Calendário Nacional de Vacinação pelo menos 15 dias antes da data da viagem.
-
As vacinas contra o sarampo são seguras?
Sim, as vacinas contra o sarampo são seguras e eficazes e também causam poucas reações.
-
A vacinação para menores de 12 meses de idade é segura?
Sim, é segura e recomendada pelo Ministério da Saúde para proteger os bebês que ainda não têm a vacinação contra o sarampo estabelecida na rotina.
-
Quando uma pessoa é considerada vacinada com esquema completo?
- Se tiver entre 1 a 29 anos de idade e tiver tomado duas doses da vacina;
- Se tiver entre 30 a 59 anos e tiver tomado uma dose.
-
Qual o intervalo de tempo entre as doses da vacina contra o sarampo?
Quando houver indicação de duas doses, o intervalo entre elas é de 30 dias.
-
Há alguma precaução ou contraindicação para a vacinação contra o sarampo?
Precaução:
- Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até pelo menos 1 (um) mês após a vacinação;
- Pessoas com imunodepressão deverão ser avaliadas e vacinadas segundo orientações do Manual do CRIE .
Contraindicação:
- A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e crianças abaixo dos 6 (seis) meses de idade, mesmo em situações de surto de sarampo ou rubéola;
- Pessoas comprovadamente portadoras de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) devem ser vacinadas com a vacina tríplice viral dos laboratórios Bio-Manguinhos ou Merck Sharp & Dohme (MSD).
-
É gestante e tomou a vacina, o que fazer?
- Gestantes vacinadas inadvertidamente com a vacina tríplice viral não têm indicação para interromper a gravidez. Entretanto, essas gestantes deverão ser acompanhadas no pré-natal para identificar possíveis intercorrências;
- Vale ressaltar que, até o momento, os estudos de acompanhamento de vacinação inadvertida em gestantes não demonstraram risco aumentado de complicações, sendo que a contraindicação é feita como uma precaução por se tratar de vacinas contendo vírus vivo.
-
Quem teve sarampo precisa se vacinar?
Sim, pois as vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde, além do sarampo, protegem contra outras doenças. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Portanto, é muito importante se vacinar!
-
A pessoa que teve sarampo pode ter novamente?
Não. A pessoa que teve sarampo adquire imunidade contra a doença e não contrai novamente.
-
Uma pessoa que é suspeita de sarampo e não é vacinada, pode tomar a vacina contra o sarampo?
Não. Deve-se aguardar a investigação, coleta de amostras e desaparecimento dos sinais e sintomas para ser vacinada.
-
Quais os principais Eventos Supostamente Atribuídos à Vacinação e Imunização (ESAVI) que a vacina contra o sarampo pode apresentar?
De maneira geral, as vacinas tríplice viral e tetraviral são pouco capazes de gerar uma reação adversa no organismo e bem toleradas.
Os efeitos adversos atribuíveis à vacinação e imunização podem ser devidos a reações de hipersensibilidade a qualquer componente das vacinas ou manifestações clínicas semelhantes às causadas pelo vírus selvagem (replicação do vírus vacinal), geralmente com menor intensidade.
As manifestações locais são pouco frequentes, mas podem ocorrer, ardência de curta duração, eritema (vermelhidão na pele), hiperestesia (sensação de dor) e enduração (endurecimento do local onde a vacina foi aplicada).
Outras manifestações incluem:
- Febre com temperatura de 39,5ºC ou mais, surge entre o 5º e o 12º dia após a vacinação, em geral durando de um a dois dias, às vezes até cinco dias.
- Dor de cabeça ocasional, irritabilidade, discreta elevação da temperatura corporal, conjuntivite e/ou manifestações catarrais, ocorrem entre o 5º e o 12º dia após a vacinação.
- Exantema (manchas vermelhas), de extensão variável, ocorre do 7º ao 14º dia após a vacinação, durando em torno de dois dias.
- Linfadenopatia (aumento dos gânglios linfáticos) pode aparecer do 7º ao 21º dia.
-
Quais situações indicam o adiamento da vacinação?
- Em caso de doenças agudas febris, moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a melhora do quadro clínico, com o intuito de não atribuir à vacina as manifestações da doença.
- Após uso de imunoglobulina, sangue e derivados, a vacinação deverá ser adiada por 3 a 11 meses, dependendo do hemoderivado e da dose administrada, devido ao possível prejuízo na resposta imunológica.
-
Durante o uso de medicamento (antibiótico) pode se vacinar contra o sarampo?
O uso de antibióticos não é motivo para contraindicar a vacina, no entanto, é importante informar ao profissional de saúde antes da vacina ser administrada.
-
Se tomar a vacina, há alguma contraindicação para a doação de sangue?
Sim. Por se tratar de uma vacina composta de vírus vivos atenuados (enfraquecido), o uso da vacina tríplice viral exige aguardar um período de quatro semanas após a vacinação para a doação de sangue;
Para que a vacinação contra o sarampo não interfira no número de doações de sangue, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas, primeiramente, busquem os serviços de hemoterapia para procederem à doação de sangue antes da vacinação. Com isso, espera-se manter adequados os estoques de sangue nos hemocentros e garantir a vacinação e proteção oportunas.
-
Por que o Brasil perdeu o certificado de “país livre do sarampo”?