Situação Epidemiológica
De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), 28 mil recém-nascidos são registrados no Brasil com algum tipo de anomalia congênita diagnosticada ao nascimento. Todavia, sabe-se que este número ainda está abaixo do real quando comparado a estimativas internacionais, uma vez que o diagnóstico das anomalias congênitas ao nascimento é bastante heterogêneo e varia amplamente nas diferentes regiões do país. Esta subnotificação dos casos de nascidos vivos com anomalias congênitas se dá porque algumas anomalias, embora passíveis de diagnóstico ao nascimento, exigem instrumentos ou conhecimentos técnicos específicos que nem sempre se encontram disponíveis em todos os serviços públicos de saúde ou de assistência suplementar à saúde. Além disso, muitas anomalias congênitas, como algumas cardiopatias congênitas, são diagnosticadas apenas após o nascimento e após o preenchimento da Declaração de Nascido Vivo, o que faz com que a notificação da criança com anomalia congênita não seja realizada.
As anomalias congênitas constituem uma das principais causas de mortalidade infantil e são responsáveis por considerável morbidade entre os indivíduos afetados. No Brasil, cerca de 24% dos óbitos infantis têm como causa alguma anomalia congênita. Anualmente, as anomalias congênitas são responsáveis por cerca de 100 mil internações. Neste sentido, é muito importante sensibilizar os profissionais e instituições de saúde envolvidos no diagnóstico, registro e manejo das anomalias congênitas quanto à importância das anomalias como um problema de saúde público e incentivar o fortalecimento do registro oportuno e adequado das anomalias nos sistemas oficiais de informação.