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“Somos sementes para florir no canteiro que a gente decidir”, diz ministra Marina Silva durante ato de solidariedade realizado por mulheres do Condraf
Uma delegação de mulheres representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) e de outras entidades e organizações sociais se reuniu na noite de quinta (29/05) com a ministra Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA). Esta semana, ela foi vítima de uma série de comportamentos desrespeitosos contra sua pessoa como mulher e como autoridade do executivo brasileiro, durante uma audiência pública no Senado Federal.
Na ocasião do encontro com as lideranças, Marina ressaltou que as mulheres rurais são fonte de inspiração e agradeceu a solidariedade das conselheiras do Condraf, que lhe presentearam com uma cesta de sementes crioulas e produtos da agricultura familiar. “Eu não quero ser flor amordaçada, eu não quero ser cama e mesa de marido e muito menos canteiro murcho. Todas nós somos sementes para florir no canteiro que a gente decidir”, disse a ministra.
Leia a carta em solidariedade na íntegra
Na carta publicada pelo Condraf, o conselho ressalta que Marina é mulher negra, amazônida, intelectual, política, com vasta trajetória de luta e trabalho pelo meio ambiente, “Sua presença no governo brasileiro é pertinente e qualificada e se projeta com conhecimento, compreensão e contribuição da maior importância sobre o presente e o futuro da sociedade brasileira, da vida de cada um de nós, enquanto natureza que somos, enquanto planeta”, diz o texto.
O documento também repudia a violência praticada contra a ministra. “Repudiamos a violência política contra as mulheres, o racismo, as ideias retrógradas e genocidas defendidas por pessoas que envergonham o debate público e não fazem jus aos cargos que ocupam, ao parlamento e à democracia brasileira duramente conquistada”.
Há, ainda, o pedido de que o Congresso Nacional possa responsabilizar os parlamentares agressores diante dos “atos criminosos” e “falas misóginas que perpetuam a violência política de gênero contra as mulheres”.
Comunicação Condraf