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ITI terá quadro próprio de servidores pela primeira vez
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) dá um passo histórico em 2025. Pela primeira vez desde sua criação, há mais de duas décadas, o órgão contará com um quadro próprio de servidores públicos. Serão 50 vagas de nível superior abertas por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), distribuídas entre os cargos de Pesquisador (5 vagas), Tecnologista (27 vagas) e Analista em Ciência e Tecnologia (18 vagas).
Mais do que um processo seletivo, a novidade representa um momento simbólico de consolidação do ITI como órgão especializado na prestação de serviços públicos e no desenvolvimento de projetos de pesquisa, inovação e tecnologia em suas áreas de atuação.
Para Cristina Pinheiro Castilho Portela, diretora de Planejamento, Orçamento e Administração do ITI, o concurso público representa uma conquista histórica - algo que, até pouco tempo, parecia impossível. “O ITI já tem mais de 20 anos de trajetória, mas nunca contou com servidores de carreira própria. Ter profissionais da casa é essencial, não apenas para garantir a continuidade do que construímos até aqui, mas, também, para amadurecermos como organização”, afirma.
Segundo ela, o caminho até a aprovação das vagas no CPNU foi repleto de desafios. “Enfrentamos uma grande carência de pessoal, não tínhamos um quadro de cargos estabelecido e precisávamos de autorização para o preenchimento das vagas. Foi uma verdadeira corrida contra o tempo. Por isso, quando finalmente conseguimos entrar no CPNU, foi uma vitória.”
Com a chegada dos novos servidores, estima-se que o ITI aumente em cerca de 30% o seu quadro funcional – um avanço expressivo para um órgão historicamente enxuto. “Pode parecer pouco, mas para nós é um salto enorme. É como se um terço da instituição ganhasse vida nova: pessoas chegando com energia, ideias e vontade de fazer a diferença”, destaca Cristina.
Para ela, o momento também exige uma nova postura da liderança. “Será necessário nos reinventarmos na forma de liderar. O conhecimento técnico continua sendo fundamental, mas agora, mais do que nunca, é preciso liderar com empatia, escuta ativa, senso de pertencimento e propósito. A orientação e a construção coletiva passam a ser pilares ainda mais importantes.”
Com esse cenário em vista, o ITI já planeja ações voltadas ao fortalecimento de suas lideranças. Uma das iniciativas será o envio de membros da alta administração para um curso internacional em liderança e gestão pública. “Quando o ITI fez algo assim antes? Nunca. Mas chegou a hora. Precisamos estar preparados para esse novo ciclo que se inicia.”
Cristina também reforça a importância de acolher bem os novos servidores. “Acredito que muitos dos que ingressarão nunca tenham ouvido falar no ITI, ainda que já utilizado nossos serviços! Por isso, é fundamental que conheçam nossa missão, compreendam nosso papel e se identifiquem com a cultura que estamos construindo. Queremos um ambiente de trabalho saudável, colaborativo e que as pessoas enxerguem propósito no que fazem.”
Mais do que preencher vagas, para a diretora, o concurso representa o reconhecimento do valor do Instituto. “Durante essas duas décadas, o ITI foi demonstrando sua relevância dia após dia. Agora, esse reconhecimento vem de forma concreta: com estrutura, com pessoas e com investimento. Estamos vivendo um ponto de virada na nossa história — e eu me sinto profundamente honrada em fazer parte desse momento.”