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O Brasil realiza a maior avaliação do risco de extinção de espécies do mundo, segundo a UICN (União Internacional para Conservação da Natureza). O Instituto Chico Mendes é o órgão responsável pela avaliação da fauna brasileira e, hoje, desempenha essa tarefa para cerca de 15.000 espécies, dentre elas todos os vertebrados descritos pela ciência e presentes no Brasil, além de grupos selecionados de invertebrados.
Dentre essas, o CBC é responsável pela avaliação de mais de 3.500 espécies de invertebrados, dos quais aproximadamente 4% (149 táxons) estão ameaçados de extinção, isto é, categorizadas como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR), conforme gráfico abaixo:
A seleção desses grupos de invertebrados foi feita a partir da lista de fauna ameaçada de extinção de 2003 e ampliada com a inclusão de espécies de importância econômica ou para aquelas com suspeitas de risco de extinção, como as dependentes de ambientes muito específicos.
Na figura a seguir, é exibido um panorama com os resultados das avaliações mais recentes realizadas pelo CBC. Nela é apresentada, por grupo de invertebrados, a proporção de espécies avaliadas em cada categoria, segundo os critérios IUCN.
Abaixo são apresentadas informações sobre cada grupo. Para conhecer mais sobre o método de avaliação adotado pelo ICMBio, acesse: SALVE
ABELHAS
No Brasil, são conhecidas mais de 400 espécies de abelhas, diferindo em tamanho, cor, modo de vida, modelo de ninhos, entre outros. Podem viver em sociedade ou solitárias, em ninhos feitos no solo, em troncos de árvores, nos espaços entre rochas e em estruturas fabricadas pelo homem.
As abelhas são as agentes mais importantes na polinização de áreas naturais e agrícolas, sendo essenciais para a sobrevivência de boa parte dos seres vivos. Especialmente as abelhas-sem-ferrão (pertencentes à tribo Meliponini) são responsáveis pela polinização de até 90% da flora brasileira. Além disso, as abelhas produzem mel, geleia real e própolis, assumindo importante papel na economia mundial.
Apesar de toda a importância desses organismos, seus habitats são destruídos e/ou fragmentados devido ao desmatamento, queimadas, substituição da vegetação natural para a agropecuária, além do envenenamento pelo uso de agroquímicos.
Foram avaliadas espécies associadas a ambientes muito específicos e que estão sob ameaça, além de algumas outras selecionadas por apresentarem alguma susceptibilidade ambiental.
Em 2021, foram avaliadas as abelhas pertencentes às famílias Andrenidae, Colletidae e Apidae (incluindo as tribos Meliponini, Bombini, Centridini, Euglossini, Exomalopsini, Tapinotaspidini e Xylocopini). Todas as espécies da tribo Melipinini foram examinadas, dada sua importância para a meliponicultura no Brasil. Ao todo, avaliaram-se 286 espécies, das quais 244 (85%) foram categorizadas como Menos Preocupante (LC) e 17 (6%) estão ameaçadas de extinção (VU, EN ou CR), conforme indicado no gráfico abaixo.
Aracnídeos
Borboletas
Coleoptera (besouros)
Collembola
Formigas
Mariposas
Myriapoda (centopeias e lacraias)