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CONGRESSO INTERNACIONAL
Ética e confiança pautam debate sobre regulação e integridade do sistema financeiro
A solidez do sistema financeiro não depende apenas de boas normas ou de boas instituições: depende também da confiança, conforme avaliação da presidente do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) e do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados (CRSNSP), Adriana Toledo,
O assunto foi abordado nesta quinta-feira (17/9) durante o 17º Congresso Internacional Planejar, promovido em São Paulo pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar). Nesta edição, o congresso teve como tema “Ética: a chave que permite ao planejamento financeiro inovar e avançar de maneira responsável”.
Durante o painel “Regulação, governança e integridade do sistema financeiro”, a presidente destacou a relação entre ética e confiança e os desafios do setor diante das transformações trazidas pela inovação.
Transformações
A importância da ética foi destacada em um momento de transformação do sistema financeiro nacional, marcado pelo surgimento de instrumentos e modelos que alteraram a forma como as pessoas se relacionam com dinheiro, investimentos e serviços financeiros.
Segundo Adriana, a ética ganha relevância principalmente quando a regra não oferece uma resposta pronta. Nenhum regulador consegue prever todas as situações, assim como não há norma capaz de antecipar todos os dilemas. Nesses casos, a decisão pode depender dos valores adotados pelo profissional.
A administração dos conflitos de interesse também foi apontada como um dos desafios dos mercados financeiros. O papel do regulador, explicou a presidente, não é eliminar completamente essas situações, mas identificar, mitigar, divulgar e administrar os conflitos de forma adequada.
A confiança também foi relacionada ao funcionamento das instituições que sustentam a atividade econômica. Informações incompletas, versões conflitantes dos fatos e narrativas difundidas em alta velocidade podem gerar dúvidas sobre empresas, profissionais, órgãos reguladores, instituições públicas e mecanismos de controle.
Transparência
A transparência foi outro ponto abordado durante o painel. A experiência regulatória, segundo a presidente do CRSFN e do CRSNSP, mostra que o conceito não deve ser limitado à disponibilização de informações. A apresentação de uma informação ao cliente não significa necessariamente que ela tenha sido compreendida.
Por isso, o cumprimento formal de uma exigência regulatória não encerra a discussão sobre a conduta adequada. Para a presidente, a ética também envolve considerar a capacidade do cliente de compreender as consequências da decisão que está prestes a tomar, especialmente quando estão em jogo questões relacionadas à segurança financeira e ao futuro da família.
Esta matéria foi produzida durante o defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e não foi divulgada em cumprimento às vedações legais estabelecidas pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Este conteúdo está sendo divulgado após o prazo de vedação estabelecido pela legislação.
![17/09/2026 - [CRSFN e CRSNSP] Congresso Internacional Planejar](https://live.staticflickr.com/65535/55616530739_db08a7001b_c.jpg)