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Camera trap registra a presença do quatipuru na BR-319
As armadilhas fotográficas (camera traps) são uma ferramenta importante para a pesquisa e conservação da vida selvagem. Elas permitem aos pesquisadores coletar, de forma remota, com o mínimo de interferência humana possível, imagens e dados precisos da fauna em seu habitat natural. As camera traps estão sendo cada vez mais utilizadas para registrar espécies de animais que ocorrem numa região, assim como sua densidade e outros aspectos de sua biologia. Os equipamentos são programados para tirar fotos ou gravar vídeos quando um animal passa pela frente da lente. Algumas câmeras também possuem sensores de calor, o que permite detectar a presença dos animais mesmo no escuro ou em condições de pouca luz.
A equipe do Subprograma de Monitoramento de Fauna da Gestão Ambiental da BR-319 desenvolvido pelo DNIT, por meio do consórcio Concremat/Hollus, instalou camera traps em locais estratégicos por toda a extensão da rodovia. O objetivo é realizar registros dos animais em cada zona trabalhada, de Manaus (AM) a Porto Velho (RO.
Na coleta de registros referente ao mês de março deste ano, foi possível identificar com nitidez a movimentação de um quatipuru (Sciurillus pusillus), espécie popularmente conhecida como “esquilo-da-Amazônia”. Esse esquilo é o menor encontrado na fauna brasileira e vive em áreas restritas da Floresta Amazônica. Os esquilos são animais onívoros e se alimentam de uma extensa variedade de itens: de pequenos frutos, sementes e insetos a resinas extraídas das plantas. O quatipuru é uma espécie de hábitos diurnos, mas sua acentuada agilidade garante, em muitas das vezes, passar despercebido aos olhares humanos.
Embora sejam encontrados em quase todas as florestas tropicais do mundo, os esquilos brasileiros raramente são vistos, pois costumam habitar florestas bem cuidadas, longe de áreas urbanas, circulando predominantemente entre as copas das árvores. Nessas áreas selvagens, os esquilos são animais de grande importância para o equilíbrio do ecossistema. Eles ajudam a espalhar sementes, fornecendo alimentos para outras espécies e contribuindo para o fortalecimento da floresta.
A dificuldade em observar e coletar imagens desses ágeis esquilos impacta diretamente na obtenção de dados científicos sobre a espécie. Como resultado, o misterioso quatipuru tem sido pouco estudado na América do Sul.
O importante registro capturado pelas armadilhas fotográficas do Subprograma de Monitoramento de Fauna foi feito próximo ao Trecho Sul - no Segmento B.