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13/09/2012 - DEFESA - Dos Jogos Olímpicos Londres 2012 para o Palácio do Planalto, o sonho dos gêmeos Paulo e Luís
Dos Jogos Olímpicos Londres 2012 para o Palácio do Planalto, o sonho dos gêmeos Paulo e Luís
Maratonistas estiveram com a presidenta Dilma Rousseff no lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016
Brasília, 13/09/2012
– Em pleno agreste pernambucano, os gêmeos Paulo Roberto e Luís Fernando de Almeida Paula se destacam dos demais, conseguindo alcançar o que todo esportista almeja: a participação em olimpíadas. A competição internacional embute nos esportistas o sentimento da busca por um objetivo único: vencer.
Nascidos em Irapuru (SP), os irmãos de 33 anos não esmoreceram diante da carência social e das dificuldades financeiras e triunfaram nos esportes. Formados em Educação Física, eles treinaram juntos, mas somente Paulo Roberto alcançou o índice olímpico de 2h15m, meta imposta pela Confederação Brasileira de Atletismo, para disputar a maratona, prova que encerrou os Jogos Olímpicos Londres 2012. Assim, o atleta carimbou o passaporte para a disputa com a marca de 2h10m, conquistada em Padova, na Itália.
Em sua primeira olimpíada, o esportista conseguiu o oitavo lugar na maratona e o segundo lugar no
ranking
brasileiro. Para atingir a marca em Londres, Paulo Roberto treinou por um ano no 71º Batalhão de Infantaria Motorizado, quartel do Exército localizado em Garanhuns (PE), além de Campos do Jordão (SP), Cochabamba (Bolívia) e no distrito de Setúbal, em Portugal. Os locais foram escolhidos por terem condições climáticas semelhantes às de Londres.
Apesar de não ter alcançado o índice olímpico, Luís Fernando acompanhou e auxiliou o irmão nos treinamentos e deu suporte psicológico durante a competição. Para ele, a maratona já é uma “prova solitária e se o atleta não tiver o apoio da sociedade e da família não chega até o final”.
Encontro no Planalto
Paulo Roberto e Luís Fernando cumpriram uma missão nesta quinta-feira. Os irmãos chegaram bem cedo ao ministério e, no início da tarde, seguiram para o Palácio do Planalto, onde houve cerimônia de lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016 pela presidenta Dilma Rousseff. A dupla entregou um vídeo sobre o programa de formação de atletas pelas Forças Armadas.
O plano divulgado hoje prevê investimento de R$ 1 bilhão para colocar o país entre as dez nações no
ranking
do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Os recursos serão direcionados para 21 modalidades olímpicas e 15 paralímpicas.
As modalidades olímpicas selecionadas são: águas abertas (novo nome para maratona aquática), atletismo, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo BMX, futebol feminino, ginástica artística, handebol, hipismo, judô, lutas, natação, pentatlo moderno,
taekwondo
, tênis, tiro esportivo, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia. As paralímpicas são: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeiras de rodas, futebol de 5, futebol de 7,
goalball
, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, tênis de mesa e voleibol sentado.
O plano vai investir no apoio ao atleta de alto rendimento por meio de bolsas para o pagamento de técnicos, preparadores físicos e nutricionistas; além de recursos para 22 centros de treinamento – 21 para modalidades olímpicas e um centro nacional paralímpico para várias modalidades. As demais continuarão sendo apoiadas pelo Ministério do Esporte e seguirão recebendo recursos pelas fontes tradicionais de financiamento público
Programa Forças no Esporte
Os gêmeos fazem parte do Programa Forças no Esporte (Profesp), projeto criado em 2003, em parceria com os Ministérios da Defesa, do Esporte e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Desde sua criação, a participação das Forças Armadas ajuda a melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens carentes do Brasil. As atividades são desenvolvidas por militares e profissionais especializados que oferecem atendimento médico, odontológico, alimentação, roupas e transporte e aporte financeiro.
Em função do programa, os irmãos disseram que conseguem recursos para bancar o treinamento. O dinheiro soma R$ 26 mil por um ano e meio. Paulo Roberto afirma que o projeto é “fundamental porque capacita o atleta e auxilia com o suporte financeiro e psicológico. É a verdadeira inclusão social. A vida do atleta é regrada” e se não fosse o Forças no Esporte “tudo seria diferente”, conclui.
Enquanto que no Brasil o programa de incentivo aos atletas existe há pouco tempo, outros países já adotaram o método antes como Alemanha, Rússia, França, Itália, Quênia, Estados Unidos e Inglaterra.
As próximas competições de Paulo Roberto serão: Maratona Internacional de Tókio, no Japão; Campeonato Mundial de Moscou, na Rússia; e com grandes possibilidades de competir também no
CISM Day Run
– a Corrida da Paz. O evento acontece simultaneamente nos 133 países que integram o Conselho Internacional de Esporte Militar (Conseil International du Sport Militaire).
Fotos: Felipe Barra e Roberto Stuckert
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4070