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Simulação em Exercício de Resposta à Emergência Nuclear prepara militares em caso de acidentes
Angra dos Reis (RJ), 20/10/2020 -
Sempre preparados. Esse é um dos lemas das Forças Armadas. Para atingir esse objetivo, treinamentos constantes são realizados com o intuito de manter as tropas com elevada capacidade de pronta-resposta, sempre em condições de defender a Pátria. De 20 a 22 de outubro, o Ministério da Defesa participa do Exercício de Resposta à Emergência Nuclear, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, que visa avaliar e aperfeiçoar o plano e os procedimentos, além de treinar a estrutura de resposta à emergência e segurança física nuclear.
Este ano, a característica do treinamento será a modalidade de exercício de mesa, sem a previsão do emprego de tropas no terreno. O exercício de mesa é assim considerado quando não há emprego de meios, em termos de pessoal e material, para a prática do local do exercício. Resume-se à reunião de pessoas, neste treinamento, um Estado-Maior Conjunto, que se debruça sobre uma situação simulada e responde, de modo teórico, àquela situação, como seriam as respostas no caso da emergência nuclear.
Durante a semana, estão planejadas ações que visam a manutenção do nível de adestramento das Forças para respostas a emergências de natureza nuclear; verificar a coordenação e o desencadeamento das atuações em uma situação de pandemia; verificar a cooperação entre as instituições participantes; avaliar a execução das atividades de respostas; além da inserção, de maneira inédita, de situações voltadas para a segurança física central nuclear.
Nesse contexto, a interoperabilidade entre as Forças Armadas é o cerne da ação, que conta com a participação de cerca de 50 militares, das três Forças, divididos em Forças Componentes. O Chefe da Seção de Operações Complementares da Subchefia de Operações do Ministério da Defesa, Capitão de Mar e Guerra Walter Marinho de Carvalho Sobrinho, falou sobre a importância do exercício. “É uma forma de preparação integrada conjunta das Forças Armadas, em que as três Forças estão sob um Conjunto, que otimiza o emprego dos meios e promove essa interação. É uma maneira de se exercitar, integrar e, também, de estar pronto de maneira mais eficaz para uma resposta a um acidente”, detalha.
O Representante do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR), Capitão de Fragata Alexandre Souza de Aguiar, comentou sobre a necessidade do exercício. “É imprescindível, já que a participação das Forças Armadas é uma atividade essencial. Dessa maneira, os militares complementam as ações da Defesa Civil em apoio à população em caso de emergência nuclear”, explica.
O Exercício
A coordenação geral do exercício é do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR), órgão gestor do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON). O Estado-Maior Conjunto está estabelecido nas instalações do Colégio Naval e, se for necessário, dará resposta no caso da ameaça junto à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).
Cabe ao GSI-PR o emprego das Forças Armadas, conduzido pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas – Ministério da Defesa, por meio da Subchefia de Operações.
Além das Forças Armadas e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República estão envolvidos na atividade o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), as Defesas Civil Estadual e Municipal, o Ministério da Saúde, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Governo do Estado do Rio de Janeiro e as Prefeituras de Angra dos Reis e de Paraty.
Por Tenente Fraga
Fotos: Suboficial Manfrim
Confira os destaques da semana:
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Ministério da Defesa
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