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Ministro da Defesa conhece projeto sustentável para tratamento de água e esgoto
Brasília (DF), 30/09/2020 - O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, e do Chefe de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini, esteve no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), para conhecer o Projeto Genesys. Trata-se de um sistema sustentável e inovador de tratamento de água e esgoto, por meio de unidades com baixo consumo energético, descartando a necessidade de uso de tanques, lagos ou adição de produtos químicos.
Desenvolvido por uma tríade de cientistas, liderados pelo ex-aluno do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), engenheiro eletrônico Marcos Adriano Okamura, o projeto tem como objetivo realizar o tratamento de efluentes - água, esgoto, águas residuais e afins - por meio das unidades móveis automatizadas que serão capazes de gerar alta taxa de recuperação de águas contaminadas, permitindo seu uso e reuso para consumo humano e industrial. Esses contêineres móveis poderão ser instalados desde uma pequena comunidade até grandes centros urbanos, navios ou organizações militares, por exemplo.
No caso de tratamento de água oriunda de rios e lagos, diferentemente do processo convencional, em que são utilizados tanques de floculação, decantação, filtragem e cuja desinfecção depende de adição de produtos químicos, fazendo com que um certo volume da água demore cerca de uma semana para ser processado na saída, no Projeto Genesys é possível tratar e obter resultado semelhante ou superior em questão de minutos.
O Ministro comentou a importância do projeto para a sociedade. “Viemos conhecer esse trabalho, que realmente revoluciona a questão do tratamento de água e esgoto e implica, seriamente, no saneamento básico. É um processo que impressiona pelo tratamento da água e pela maneira como é feita. É uma coisa inédita. O Ministério da Defesa está aqui como indutor. Agradeço à Força Aérea, e especialmente ao DCTA, por abrigar esse projeto piloto”, afirmou.
De acordo com o engenheiro eletrônico Marcos Okamura, o processo é totalmente diferente do tratamento convencional, porque não utiliza nenhuma das químicas convencionais que podem causar erros e onerar muito o tratamento. “O nosso projeto é simples: promove uma desesterilização de preparação muito superior, sem a utilização de todos esses insumos”, explica.
DCTA
O DCTA é uma Organização Militar, localizada em São José dos Campos-SP, a qual compete planejar, gerenciar, realizar e controlar as atividades relacionadas com a ciência, a tecnologia e a inovação, no âmbito do Comando da Aeronáutica.
Por ASCOM-MD, com informações da Ten Isabele e Engenheiro Marcos
Fotos: Igor Soares
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