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Prêmio Jovem Cientista 2026 terá como tema 'Inteligência Artificial para o Bem Comum'
Vencedora do Prêmio Jovem Cientista 2025 - Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
"Inteligência Artificial para o Bem Comum" é o tema da edição 2026 do Prêmio Jovem Cientista. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Junior, no evento de premiação dos vencedores da edição 2025, realizado no dia 26 de fevereiro, no SesiLab Brasília.
As propostas nas categorias Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio, Mérito Institucional e Mérito Científico poderão ser enviadas em breve, através da página do prêmio (https://jovemcientista.cnpq.br/), até o dia 31 de julho.
"Em todo o mundo se debate a necessidade de democratizar o acesso às novas tecnologias. E a ciência joga um papel fundamental, no sentido de evitar que a inteligência artificial seja utilizada de maneira inadequada, aumentando iniquidades", disse o presidente do CNPq.
O anúncio do tema do Prêmio Jovem Cientista 2026 foi feito durante a cerimônia de entrega dos vencedores e vencedoras da edição de 2025 do prêmio, que teve como tema “Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas” e premiou pesquisas que evidenciam o papel estratégico da produção científica no enfrentamento dos desafios climáticos e na construção de soluções sustentáveis para o país.
Durante a entrega dos prêmios aos vencedores e vencedoras da edição de 2025, o presidente do CNPq disse que a longevidade do Prêmio Jovem Cientista mostra o quanto ele é importante e sinaliza para a sociedade talentos que estão despontando e precisam ser identificados, reconhecidos e incentivados.Freire também destacou que o Prêmio Jovem Cientista atua como um impulso para a construção de carreiras científicas. “Um prêmio como esse é importante para reforçar algo que será necessário ao longo de toda a vida profissional: a autoestima, um fator impulsionador das carreiras científicas. A diversidade dos resultados mostra que a capacidade científica e tecnológica está espalhada em todo o país, em boas escolas básicas, institutos federais, universidades federais e estaduais”.
A secretária de Políticas e Programas Estratégicos (SEPED) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Andrea Latgé, destacou que os vencedores do Prêmio Jovem Cientista 2025 são lideranças e referencias e destacou o papel da educação. "Temos lutado para educar um número cada vez maior de pessoas".
Para o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, os vencedores desta edição, além de evidenciarem a força da ciência produzida no país, também demonstram como a nova geração está preparada para enfrentar desafios globais. “Os projetos ganhadores tratam de uma questão que é fundamental para o planeta nesse momento, que dizem respeito às mudanças climáticas, ao equilíbrio e à sustentabilidade ambiental. Mais do que isso, os pesquisadores jovens do Brasil mostraram que são capazes de fazer ciência de um jeito bem brasileiro, articulando metodologia científica e ciência de qualidade com conhecimento tradicional, cultura e aspectos de ancestralidade.”
O vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil, Flavio Rodrigues, destacou o fato de que 73% dos projetos premiados são oriundos de instituições de ensino públicas. “O Prêmio Jovem Cientista, há décadas, vem fortalecendo a ciência brasileira, inspirando novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em todo o país", disse.
Saiba mais sobre os trabalhos premiados
Premiados
O primeiro lugar na categoria Mestre e Doutor, Elizângela Aparecida dos Santos, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (MG) destacou que é a primeira mulher de sua família a conseguir um título de mestre e de doutor. "Eu sou fruto de políticas públicas bem estruturadas", disse.Manuelle Da Costa Pereira, do Instituto Federal do Amapá, primeiro lugar na categoria Estudante do Ensino Superior, disse que reconhecimento conquistado com o prêmio reafirma o papel da ciência como transformadora. "[O prêmio] é um estímulo para que mais jovens ingressem e permaneçam na ciência".
O primeiro lugar na categoria Estudante do Ensino Médio, Raul Victor Magalhães Souza, da Escola Estadual de Ensino Médio Deputado Joaquim de Figueiredo Correia (CE) disse que o prêmio representa a força da juventude brasileira que acredita na ciência. "Acreditem na juventude e na ciência como aliadas no combate às mudanças climáticas", disse.
A vencedora na Categoria Mérito Científico, Ana Paula Melo, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, agradeceu ao prêmio e disse que ciência é feita com curiosidade e persistência, mesmo quando os resultados demoram a chegar.
Prêmio Jovem Cientista
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. O Prêmio conta também com o apoio do SESI Lab. Em cada edição do prêmio, o CNPq distribui R$ 1,7 milhão em bolsas. Entre as premiações também estão laptops e valores em dinheiro que variam ente R$ 12 mil e R$ 40 mil. Em 2025, foram inscritos 919 projetos distribuídos em cinco categorias.
Cada uma das cinco categorias atende a um determinado público: Mestre e Doutor para estudantes com até 39 anos; Estudante de Ensino Superior para até 30 anos e Estudante de Ensino Médio para quem tem menos de 25 anos. Os três melhores trabalhos em cada uma das categorias recebem premiações, extensivas aos orientadores. Já a categoria Mérito Institucional contempla duas instituições, uma do Ensino Superior e outra do Ensino Médio. A quinta categoria é a de Mérito Científico.

