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Plano Municipal de Redução de Risco é finalizado em Goiânia
Goiânia (GO) – Uma audiência pública nesta quarta-feira (11) na Câmara Municipal de Goiânia, marcou a entrega do Plano Municipal de Redução de Riscos da cidade, que apontou as áreas de risco e os caminhos para evitar os desastres, elaborado pelo Sistema Geológico do Brasil (SGB), parceiro da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, na produção dos Planos.
Em Goiânia, o estudo técnico conduzido pelo SGB, com apoio da Defesa Civil, identificou 120 setores de risco, todos localizados na zona urbana. Desse total, 44 áreas foram classificadas como risco muito alto, 49 como risco alto e 27 como risco médio, revelando a dimensão do desafio enfrentado pelo município.
O secretário Nacional de Periferias, Guilherme Simões, enfatizou a missão do departamento. “A prevenção de riscos não é uma questão de engenharia, é uma questão de justiça social. Por isso, a SNP viabilizou os recursos financeiros e as articulações necessárias para a elaboração deste PMRR”, disse.
Estima-se que 6.464 pessoas residem atualmente em áreas de risco, sendo mais de 2.304 em setores de risco muito alto, 2.152 em risco alto e 2.008 em risco médio. Os processos mapeados incluem inundações, enxurradas, erosão de margens fluviais, ravinas, voçorocas e deslizamentos, em bairros como Jardim Novo Mundo, Jardim América, Vila Romana, Setor Bueno, Campinas, Urias Magalhães, Perim, Conjunto Caiçara, Parque Amazônia, Setor Aeroporto, entre outros.
“O PMRR é uma ferramenta estratégica para que o município conheça seus riscos de forma técnica e possa agir antes que eles se transformem em tragédias. O papel do SGB é oferecer esse diagnóstico com base científica, para orientar decisões e salvar vidas”, destaca Tiago Antonelli, pesquisador e chefe da Divisão de Geologia Aplicada do SGB.
Entre as principais recomendações do plano estão o fortalecimento institucional da Defesa Civil Municipal, com equipe técnica permanente, a implementação de planos de contingência, sistemas de alerta e evacuação, além do monitoramento contínuo das áreas críticas. O estudo também aponta sugestões de intervenção estrutural para estabilizar todas as áreas de risco alto e muito alto mapeadas no município.
Metodologia
A metodologia aplicada pelo SGB envolveu análise bibliográfica, fotointerpretação, trabalhos de campo integrados com a Defesa Civil, delimitação e classificação das áreas de risco, garantindo rigor técnico e validação dos resultados. Os critérios consideraram tanto fatores naturais, como relevo e drenagem, quanto aspectos antrópicos, como padrão de ocupação urbana e infraestrutura existente.
Ao abrir os dados à sociedade, a audiência pública do PMRR reforça que reduzir riscos é também planejar o futuro da cidade, integrando políticas de urbanismo, habitação, meio ambiente e defesa civil.
“Investir em prevenção é investir em desenvolvimento urbano seguro e sustentável. Cada área mapeada representa uma oportunidade de agir antes do desastre”, conclui Luiz Belino, assessor técnico da SPN.
Parceria
A Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, firmou cooperação técnica com o Serviço Geológico do Brasil para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos em dez municípios. O investimento total feito pela pasta foi de R$ 7,5 milhões, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), com o SGB.
Além de Goiânia, as cidades atendidas são: Bento Gonçalves (RS), Blumenau (SC), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Paulista (PE), Teresina (PI), Rio Branco (AC), Rio do Sul (SC) e Santa Cruz do Sul (RS).
Com: Aescom/SGB
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