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Loteamento Dorothy Stang agora tem quadras com nomes escolhidos pelos moradores
Crédito: Thiago Kraft
Brasília (DF) - Moradores do loteamento Dorothy Stang, em Sobradinho, vivenciaram um momento esperado há, pelo menos, 10 anos: ter nome nas ruas da comunidade. A transformação está sendo possível pelo Programa CEP para TODOS, da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, que está levando endereço formal a todas as favelas e comunidades urbanas do país.
Nesta quinta-feira (5), a comunidade se reuniu para aprovar a nomenclatura das ruas, dentro da segunda fase do programa que reorganizou o território para o endereçamento. Os nomes foram definidos em assembleias anteriores e respeitam a história de luta por moradia que originou o loteamento.
“Esse é o momento final, que coloca a comunidade no mapa equiparando com cada rua, cada conjunto com seu Cep permitindo a chegada dos serviços. Saímos daqui hoje com o mapa aprovado que respeita a história e o pertencimento dos moradores”, destacou o coordenador Nacional do programa, Aramis Gomes.
E a história das 750 famílias que vivem no loteamento foi o ponto de partida para a definição dos endereços que, agora, terão nomes nas quadras, mais os conjuntos indicados por letras. Os nomes representam momentos, curiosidades e fatos que viveram ao longo destes anos: Liberdade, Filhos de Jorge, Fênix, Ponto de Equilíbrio, Leão, todos, relacionados ao território.
“A quadra Liberdade, por exemplo é porque foi o que a gente sempre quis, liberdade para permanecer aqui, onde erguemos nossas casas”, explica Rita de Cássia Borges, uma das mais antigas moradoras do residencial.
A previsão é que as placas dos Correios, com o endereço formal, sejam entregues até março para serem afixadas nas quadras. A próxima etapa do programa, que deve ser concluída até o final do ano, é a implantação de locais de atendimento com os serviços essenciais dos Correios na comunidade.
O programa
Lançado em novembro de 2024 dentro do Programa Periferia Viva, o programa é uma parceria entre o Ministério das Cidades e o Ministério das Comunicações, com os Correios, e o IBGE.
A primeira meta, entregue em outubro de 2025, implantou CEP Único em todas as 12.348 favelas, onde vivem 16,4 milhões de pessoas, a maioria 72,9% (11,9 milhões) pretas e pardas.
No Distrito Federal, são 62 favelas e comunidades urbanas que agora possuem CEP, com 198.769 pessoas que vivem nesses locais, sendo 75% pretas e pardas (148.245).
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