Notícias

Primeira infância

Criança Feliz: atividades e visitas domiciliares passam por adaptações em período de pandemia

Ferramentas digitais, como videochamadas, ajudam no atendimento a famílias em todo o país. Cidade do interior do Ceará tem campanha de conscientização contra o trabalho infantil
Publicado em 29/06/2020 17h25
29062020_crianca_feliz_montagem.jpg

Crianças do município cearense de Marco fizeram atividade especial contra o trabalho infantil. Fotos: Arquivo pessoal

 

Para manter o atendimento das famílias beneficiadas pelo Criança Feliz, programa do Governo Federal coordenado pelo Ministério da Cidadania, gestores e visitadores precisaram adaptar as atividades de promoção do desenvolvimento na primeira infância e as visitas domiciliares, garantindo o apoio às famílias vulneráveis. Em todo o país, 2.941 cidades recebem recursos federais para realizar as ações promovidas pelo Criança Feliz. O município de Marco, no interior do Ceará, a 220km de Fortaleza, é um dos exemplos de adaptação. Além de transformar os meios digitais em ferramentas de educação, os visitadores propõem atividades que estimulam tanto os pais quanto as crianças.

São ações simples como essa que fazem as crianças terem uma infância diferenciada. As famílias estão se adaptando muito bem. Isso é gratificante para nós”

Ana Carolina Pontes, supervisora do Criança Feliz em Marco (CE)

A supervisora do programa no município, Ana Carolina Pontes, explica que, duas vezes por semana, são feitas videochamadas com as famílias para apresentar e acompanhar as atividades propostas. Nesta semana, a ideia foi trazer o tema do trabalho infantil. “Estamos trabalhando a campanha contra o trabalho infantil. Sugerimos às famílias que elaborassem um cartaz com a frase ‘Trabalho infantil não é brincadeira’ e postassem em suas mídias sociais”, disse Ana Carolina. Ela conta que o resultado foi incrível: “São ações simples como essa que fazem as crianças terem uma infância diferenciada. As famílias estão se adaptando muito bem. Isso é gratificante para nós”.

Ana Carolina ressalta que, das 300 famílias atendidas pelo Criança Feliz em Marco, cerca de 120 não têm acesso a meios digitais: “Para essas famílias, as atividades são feitas presencialmente, mas os visitadores utilizam os equipamentos de prevenção e alertam sobre os cuidados que devem ser tomados em relação ao coronavírus”.

O programa Criança Feliz tem como foco o atendimento a gestantes e crianças de até três anos inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e crianças de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O atendimento remoto foi autorizado pela Portaria Conjunta nº 1, publicada em 27 de abril no Diário Oficial da União. Além das atividades oferecidas para promoção do desenvolvimento infantil e familiar, os visitadores que acompanham presencialmente as famílias orientam e informam sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação pelo coronavírus.

Jéssica Barz – Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania