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Direitos Humanos
Jornalismo Humanitário é tema de treinamento em Roraima
A atividade contou com a participação da Operação Acolhida, resposta humanitária ao fluxo de pessoas da Venezuela no Norte do Brasil - Foto: Agência Brasil/EBC
Com o intuito de fortalecer as capacidades de servidores de assessorias de comunicação dos setores públicos municipais, estaduais e federais de Roraima, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Agência da ONU para as Migrações (OIM) promoveram uma capacitação sobre conceitos e práticas do jornalismo humanitário. O treinamento ocorreu na terça-feira (8), em Boa Vista, e contou com a presença de 30 representantes dos órgãos públicos.
A atividade contou com a participação da Operação Acolhida, resposta humanitária ao fluxo de pessoas da Venezuela no Norte do Brasil, além das recomendações para a produção do conteúdo jornalístico sobre refugiados e migrantes.
Capacitação
O curso apresentou informações, conceitos e números sobre migração, proteção e deslocamento forçado, com destaque para a resposta humanitária ao fluxo de pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela na região.
Ainda foram mencionados os aspectos importantes para uma produção de conteúdo, reforçando a diversidade de fontes e opiniões, o bom uso da terminologia para se referir a esta situação e a importância de evitar generalizações, preconceitos e suposições sobre a temática e a utilização de informações contextualizadas e dados oficiais.
“Reforçar o conhecimento e entendimento sobre os fluxos migratórios das pessoas que estão na linha de frente da produção de conteúdo é de grande relevância. Estamos em uma era onde a propagação de conteúdo é muito fácil e rápida, então apoiar os assessores em seu trabalho para que a informação qualificada chegue ao cidadão faz parte da nossa atuação em capacitar atores locais”, destacou a coordenadora de comunicação da OIM, Juliana Hack.
“O poder público em Roraima tem tido um papel fundamental na resposta humanitária às pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela que chegam ao Brasil. Ao aprimorar capacidades e promover uma comunicação mais humana e qualificada, estamos contribuindo para que a proteção dessas pessoas seja mais fortalecida, uma vez que estes órgãos públicos são importante fonte de informação para a mídia e para a opinião pública”, avalia do oficial de comunicação do Acnur no Brasil, Luiz Fernando Godinho.
Na prática
Os assessores receberam orientações sobre:
- realização de entrevistas com pessoas refugiadas ou migrantes;
- sensibilidade aos pedidos de anonimato para proteção de identidade;
- atenção à vulnerabilidade dos entrevistados;
- atenção ao uso inadequado de expressões e atitudes que reforçam a xenofobia e o racismo ;
- cuidados com informações falsas, identificando e evitando por meio de checagem em agências de especializadas e fontes de informações confiáveis a nível nacional e internacional;
- atenção a matérias ou títulos que levam a interpretações errôneas.
“Sem dúvida, o mais relevante foi o debate construído sobre o papel que a comunicação das instituições públicas pode ter no combate ao preconceito aos venezuelanos”, relatou a analista de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), Lia Kunzler.
Com informações do Acnur e OIM