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RODOVIAS
Ministério dos Transportes anuncia ação emergencial para recuperar ponte sobre o Rio das Antas
O Ministério dos Transportes, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), irá realizar ação emergencial para recuperar a ponte sobre o Rio das Antas, no km 95,7 da BR-116/RS, entre São Marcos e Campestre da Serra, no Rio Grande do Sul. A medida prevê o reforço da estrutura para restabelecer o tráfego com segurança no trecho, interditado após as fortes chuvas que atingiram a região.
Os serviços serão realizados por meio do contrato de manutenção já existente para a rodovia. A inspeção técnica em andamento orienta a definição dos trabalhos necessários para a recuperação da ponte e a posterior liberação do tráfego. A programação estabelece o início dos trabalhos na estrutura até a primeira quinzena de outubro de 2026.
A travessia permanece totalmente interditada. Para os deslocamentos entre Caxias do Sul e Vacaria, nos dois sentidos, motoristas devem utilizar a ERS-122 como rota alternativa. A VRS-315, via Criúva, não é recomendada para veículos pesados.
A avaliação preliminar do DNIT aponta como principal causa dos danos o grande volume de troncos, galhos e vegetação arrastados pelo Rio das Antas durante a cheia. O material se acumulou junto aos pilares e aumentou o impacto e a força da correnteza sobre a estrutura, com maior comprometimento em um pilar do lado de São Marcos.
Nova ponte
Além da intervenção no trecho, a ponte integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte). A estrutura atual será demolida e substituída por uma nova. A reconstrução segue o planejamento regular do programa e é independente dos serviços definidos para restabelecer o tráfego no trecho.
Construída em 1975, a ponte tem 177,5 metros de extensão e estrutura em arco de concreto armado. Em setembro de 2023, uma ocorrência semelhante atingiu um pilar do lado oposto.
Infraestrutura resiliente
A atuação ocorre em um cenário mais amplo de acompanhamento dos eventos climáticos. O Governo Federal monitora os possíveis efeitos do El Niño e, na região Sul, enchentes e deslizamentos estão entre os riscos observados. Esse acompanhamento permite antecipar impactos sobre a infraestrutura e orientar medidas diante de ocorrências dessa natureza.
A resposta incorpora a experiência das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, quando a atuação do Ministério permitiu restabelecer o tráfego na maior parte da malha federal afetada. Nos pontos mais atingidos, os serviços de recuperação seguiram em andamento.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes