Campanha Lava-Pés: Cuidados com os Pés Diabéticos
A Campanha Lava-Pés: Cuidados com os Pés Diabéticos é promovida pelo Ministério da Saúde e conta com o apoio de confederações e associações da área de saúde, instituições de educação e saúde, e organizações da sociedade civil com apoio do Ministério da Saúde. A iniciativa faz parte de um movimento nacional que busca conscientizar a população sobre os riscos associados à diabetes, doença que já atinge cerca de 20 milhões de brasileiros, o equivalente a 10,2% da população.
Durante a campanha as pessoas com diabetes são convidadas a realizar nos serviços de saúde avaliações do “pé diabético” e exames antropométricos, além de receber orientações sobre alimentação, saúde bucal e uso correto de medicamentos. Também é possível aferir a pressão arterial e medir a glicemia capilares especialmente nos serviços da Atenção Primária à Saúde.
A campanha é realizada em diversas cidades do país e busca promover o cuidado integral com a saúde das pessoas com diabetes, além de focar na prevenção da amputação de membros inferiores resultantes do agravo da doença.
A iniciativa também possibilita o ensino da empatia em saúde no contexto das graduações da área, em diálogo com a prática do lava-pés que permite identificar feridas indolores e áreas com pouca sensibilidade, características da doença não controlada.
Diabetes mellitus é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina, da incapacidade e/ou da falta de insulina exercer adequadamente seus efeitos, caracterizando altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. A doença não controlada pode provocar, a longo prazo, disfunções e falências de vários órgãos, principalmente rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos, estando associada ao alto risco de desenvolvimento de complicações.
Evento de lançamento da campanha Lava Pés 2026
Dia 1º de abril - Recife (PE)
Local: Quadra no Morro da Conceição, Morro da Conceição, Recife/PE.
Ponto de referência: Santuário de Nossa Senhora da Conceição
Programação:
7h - Ação do Programa Academia da Saúde (práticas corporais) - a UBS José Bonifácio, no entorno da praça, estará funcionando a partir das 7h, com oferta habitual de serviços da APS, que sala de vacina (influenza especialmente), sala de curativo, etc.
8h30 - Cerimônia de abertura - fala de autoridades e lavagem simbólica dos pés, seguida da oferta de serviços da tenda.
14h - encerramento.
Em caso de dúvidas ou informações envie e-mail para: campanhalavapes@saude.gov.br
Ações para o enfrentamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) garante tratamento integral a pessoas com diabetes e já fornece gratuitamente dois tipos de insulinas humanas (NPH e regular), dois tipos de insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável. Para ampliar o uso da insulina por pacientes com a doença, em novembro de 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a incorporação de insulinas análogas de ação rápida e prolongada também para pessoas com diabetes mellitus tipo 2.
Além disso, o governo federal anunciou a fabricação nacional da insulina glargina como parte do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde. O projeto envolve a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) pela Fiocruz (Unidade Bio-Manguinhos) e a ampliação da fabricação do produto final pela empresa de biofármacos Biomm. A estimativa é de que a produção de insulina poderá atingir 70 milhões de unidades anuais. Também foi anunciada a pretensão de implantar a primeira planta produtiva de IFA de insulina da América Latina no estado do Ceará.
Integrando as iniciativas para o enfrentamento da diabetes no SUS está a inserção do medicamento dapagliflozina na lista de produtos gratuitos do Programa Farmácia Popular, utilizado no tratamento da diabetes associada a doenças cardiovasculares.
A implementação da insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) começou em fevereiro de 2026, marcando uma transição importante da insulina humana NPH para um análogo de ação prolongada mais moderno. Este novo medicamento dura até 24 horas no organismo e exige apenas uma aplicação diária. O público-alvo inicial da primeira fase foca em pacientes com diabetes tipo 1 com idade até 17 anos e idosos (80 anos ou mais) com diabetes tipo 1 ou 2, iniciando pelo projeto-piloto que já começou no Distrito Federal, Amapá, Paraná e Paraíba. A estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa primeira fase do projeto.