Situação Epidemiológica
No Brasil, a varicela não era uma doença de notificação compulsória em nível nacional, sendo notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), somente os casos graves internados, óbitos e surtos. Contudo, algumas unidades federadas, optaram por registrar também os casos leves no Sinan, para um melhor acompanhamento e conhecimento do cenário epidemiológico da doença no nível local. A partir do segundo semestre de 2026, a varicela foi acrescentada a lista de doenças de notificação compulsória, passando a ser notificado todos os casos de varicela por meio do código CID-10 (B01), na ficha de notificação individual do Sinan.
No período de 2017 a 2026, foram confirmados 115.152 casos de varicela no Brasil. A região Sudeste confirmou o maior número com 33.088 (28,7 %) casos, seguido da região Nordeste com 31.142 (27,0%) casos, enquanto a região Norte registrou o menor número de notificações, com 13.233 (11,5%) casos.
Neste período, a média anual de casos confirmados foi de 11.515 casos.
Em 2017, destaca-se o maior registro de casos confirmados de varicela, com 39.497 (34,3%) casos, e em 2021 o menor número de registros, com 3.859 (3,4%) casos.
A faixa etária com a maior frequência de casos confirmados foi a de 5 a 9 anos com 30.194 (26,2%) casos, seguido pela faixa etária de 1 a 4 anos com 25.498 (22,1%) casos. O menor registro foi observado na população de 50 a 59 anos com 856 (0,7%) casos.
Cenário de internações por varicela no Brasil
No período de 2017 a 2026, foram registradas 44.018 internações, que variou de 2.441 a 6.075 por ano no Sistema Único de Saúde (SUS). As regiões com maior número de internações foram: Sudeste e Norte com 20.169 (45,8%) e 9.053 (20,6%) internações, respectivamente.
A análise das internações por faixa etária demonstra que que os maiores números de internações se concentram na faixa etária de maiores de 59 anos de idade com 18.569 (42,2%) internações, 50 a 59 anos com 4.713 (10,3%) internações e a população 1 a 4 anos de idade com 3.588 (8,2%).
Embora o maior número absoluto de hospitalizações seja observado entre idosos, grupo em que se espera o maior número de casos da doença, proporcionalmente, os adultos apresentam maior risco de evoluir com complicações, hospitalização e óbito. Com a introdução da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) no Calendário Nacional de Vacinação em 2013 para crianças de 15 meses de idade, houve uma redução considerável do número de internações no SUS
Cenário das internações que evoluíram para óbitos
No Brasil, no período de 2017 a 2026, foram registradas 264 óbito por varicela (B01), com destaque na faixa etária da população de 1 a 4 anos com 33 (12,5%).Em 2017 foi registrado o maior número de óbitos por varicela com 67 (25,4%) enquanto que nos anos de 2022, 2023 e 2026 foram registrados os menores números de óbitos com 13 (4,9%) e 7 (2,7%) respectivamente. A taxa de letalidade variou de 0,15 a 0,55 no período.