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Visita de Sua Alteza Imperial a Princesa Kako ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Sua Alteza Imperial, a Princesa Kako, conheceu a sumaúma que era a árvore preferida do maestro Tom Jobim | Foto: Pierre Belart
A convite do governo brasileiro, Sua Alteza Imperial a Princesa Kako está em visita ao país por ocasião do 130º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas com o Japão, sendo o ano de 2025 designado como "Ano de Intercâmbio da Amizade Brasil-Japão". A princesa visitou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 13 de junho, como parte de sua agenda de compromissos no Rio de Janeiro. No JBRJ, ela foi recebida pelo presidente Sergio Besserman Vianna e pelos diretores do órgão.
Sua Alteza Imperial a Princesa Kako é filha de Sua Alteza o príncipe Akishino, irmão de Sua Majestade o Imperador Naruhito. Esta é sua primeira visita ao Brasil. A última visita de um membro da família imperial japonesa ao Brasil aconteceu em 2018, quando a Sua Alteza Imperial a princesa Mako, irmã mais velha da princesa Kako, passou por 13 cidades, para celebrar os 110 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil.
A Princesa Kako plantou uma muda de uma espécie ameaçada de ipê-amarelo - Handroanthus cristatus (A.H. Gentry) S. Grose no Jardim Japonês do Jardim Botânico. Inaugurado em 1935, o Jardim Japonês vem recebendo o plantio de mudas de vários outros membros da família imperial japonesa, como a Sua Majestade o Imperador Naruhito, que esteve no país em 2008 e plantou uma muda de ipê.
Neste mês de junho, para receber a visita da comitiva imperial, o Jardim Japonês passou por restaurações, das quais se destacam as pontes (“hashi”, em japonês) presentes no local. O termo hashi, em japonês, significa “o que liga duas extremidades”. Nesse sentido, é bastante simbólico dessa conexão e celebração dos 130 anos de amizade Brasil-Japão. A orientação do restauro do jardim japonês é a mesma que norteia a conservação e restauro de jardins históricos do Jardim Botânico do Rio, buscando preservar as diferentes manifestações culturais em um único espaço – afirma a paisagista do Jardim Botânico Ana Rosa Oliveira, orientadora do trabalho de restauro, que estudou paisagismo na Universidade de Chiba no Japão.
A princesa conheceu também a Sumaúma, o Chafariz das Musas e a Aleia das Palmeiras-imperiais no Arboreto do JBRJ.