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Museu do Jardim Botânico celebra Semana da Consciência Negra com arte e ciência
Entre os dias 20 e 23 de novembro, o Museu do Jardim Botânico apresenta uma programação especial em diálogo com a Semana da Consciência Negra. Como eixo central das atividades, o resgate de práticas afro-diaspóricas – isto é, originárias das populações africanas que migraram para outros cantos do planeta – por meio da arte e da ciência. Com oficinas, contações de histórias, teatro, jongo e visitas educativas, o Museu convida toda a família a conhecer saberes ancestrais, tecnologias tradicionais africanas e narrativas que aproximam cultura, memória e natureza.
A programação tem início no dia 20 de novembro com a oficina “Saberes Ancestrais: entre ervas e sais”, em que os participantes produzem sachês de escalda-pés inspirados em antigas práticas de cuidado e relaxamento. No dia 21, a atividade “Plantando Histórias: Baobá” apresenta um teatro de sombras sobre a árvore sagrada, seguida de uma aula de jongo ao ar livre com a Companhia de Aruanda, celebrando o ritmo e a dança de origem afro-brasileira.
No sábado (22), o Museu recebe a oficina “Saberes Ancestrais: Adinkras”, que introduz o sistema de símbolos dos povos Akan como forma de comunicação e registro. No mesmo dia, o público também pode assistir ao espetáculo “Contos de Orí”, uma apresentação teatral que mistura elementos naturais — como terra, argila e água — a narrativas iorubanas, com interpretação em Libras. Encerrando a semana, no domingo (23) a visita educativa “Da Floresta ao Laboratório” apresenta às crianças e famílias o caminho da pesquisa científica no Jardim Botânico, aproximando biodiversidade e conhecimento tradicional.
O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil e gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Inaugurado em março de 2024, o espaço apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação cultural para todas as idades, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro voltado ao conhecimento e à conservação da flora brasileira.
Programação completa do Museu, de 20 a 23/11:
Roda de Capoeira, com Mestre Pé de Boi
20/11, quinta-feira | 10h
Local: Jardins do Museu
Público: Crianças e famílias
Vagas: 30, por ordem de chegada
Ginga, música e ancestralidade se encontram em uma vivência que aproxima Capoeira e Mata Atlântica, ao som do berimbau de biriba. Depois, uma roda de Capoeira convida as crianças a experimentar movimentos básicos e conhecer a história dessa expressão afro-brasileira.
Saberes Ancestrais: Entre Ervas e Sais
20/11, quinta-feira | 14h30 às 16h
Local: Jardins do Museu
Vagas: 20, por ordem de chegada
Público: A partir de 07 anos
Nesta atividade, os participantes vão aprender a preparar sachês com ervas desidratadas e sal grosso, explorando a prática popular do escalda-pés, que promove relaxamento e estimula a circulação. Durante a oficina, cada pessoa confecciona seu próprio sachê e leva a lembrança dessa experiência de bem-estar.
Visita educativa: Cognitiva sensorial
Data: 21/11 (sexta-feira)
Horário: das 9h às 10h
Ponto de encontro: Sala de Acolhimento
Público: Pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes.
Vagas: 20, por ordem de chegada
Descritivo: No horário exclusivo para pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme a Lei Municipal nº 6.278, o Museu adapta suas exposições com ajustes sonoros e objetos sensoriais, criando um ambiente acolhedor. A visita mediada convida o público a explorar o espaço por meio de diferentes sentidos.
Plantando histórias: Baobá
Data: 21/11 (sexta-feira)
Horário: das 10h30 às 11h30 | 14h às 15h
Local: Sala Multiuso
Vagas: 20 vagas, por ordem de chegada.
Descrição: A partir de um teatro de sombras, vamos contar sobre o baobá, árvore considerada sagrada em muitas religiões de matriz africana. A história narra a conexão entre indivíduos e natureza.
Oficina Arte e Natureza: aula de Jongo ao ar livre
Data: 21/11 (sexta-feira)
Horário: 15h às 17h
Local: Jardim em frente ao museu
Vagas: 30 vagas, por ordem de chegada
Público-alvo: a partir de 10 anos.
Descrição: Nessa atividade ao ar livre, vamos celebrar o jongo, uma manifestação que, através de seu ritmo e movimento, conecta o corpo, a natureza e as referências afro-diaspóricas.
Saberes Ancestrais: Adinkras, símbolos de memória
Data: 22/11 (sábado)
Horário: das 10:30 às 12:00 | 14:00 às 15:30
Local: Jardim em frente ao museu
Vagas: 10 pessoas, por ordem de chegada.
Público-alvo: crianças e famílias.
Descrição: Como construímos nossas memórias com a natureza?". Esta atividade imersiva explorará a tecnologia ancestral africana de comunicação e registro empregada pelos povos Akan. Desvendaremos os segredos dos Adinkras, um sistema de símbolos visuais que transcende a mera ornamentação, funcionando como uma linguagem complexa e um repositório de sabedoria. Cada Adinkra carrega consigo significados profundos, provérbios, filosofias e histórias que foram transmitidas de geração em geração. Através deles, os Akan registraram suas observações sobre a natureza, suas crenças espirituais e seus conhecimentos sobre o mundo ao seu redor.
Espetáculo “Contos de Orí” - *atividade com intérprete de Libras
Data: 22/11 (sábado)
Horário: das 16h às 17h
Local: Sala Multiuso.
Público: Público geral.
Vagas: 40, por ordem de chegada.
Descrição: Nesta contação de histórias, “Contos de Orí”, Tatiana Henrique, Thayan Ribeiro e Carol Oliveira contam e entremeiam materiais simples como terra, argila, água, feijão, às narrativas iorubano-brasileiras. Em Contos de Orí, somos atravessados pelos conhecimentos científicos contemporâneos e os saberes ancestrais, sendo as histórias costuradas de modo a construir elos entre tempos: a pangeia e criação da terra por Odudua; Lucy e a criação do primeiro ser humano por Obatalá; a amizade de Esu e Orumila e as curtidas e seguidores do instagram; a capacidade das mulheres de unir mundos, e o poder e Osun.
Além de Português e iorubá, a contação é realizada em LIBRAS, com a interpretação de Carol Oliveira.
Visita educativa: Cognitiva sensorial
Data: 23/11 (domingo)
Horário: das 9h às 10h
Ponto de encontro: Sala de Acolhimento
Público: Pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes
Vagas: 20, por ordem de chegada
Descrição: No horário exclusivo para pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme a Lei Municipal nº 6.278, o Museu adapta suas exposições com ajustes sonoros e objetos sensoriais, criando um ambiente acolhedor. A visita mediada convida o público a explorar o espaço por meio de diferentes sentidos.
Visita educativa: Da Floresta ao Laboratório
Data: 23/11 (domingo)
Horário: das 10h30 às 11h30 | 14h30 às 15h30
Ponto de encontro: Sala de Acolhimento
Público: Crianças e famílias.
Vagas: 20, por ordem de chegada.
Descrição: Nesta visita, o público é convidado a conhecer o percurso da pesquisa científica realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro — desde o trabalho em campo, nas florestas, até as investigações nos laboratórios. A atividade revela como os cientistas estudam, monitoram e ajudam a conservar a rica diversidade da flora brasileira, aproximando visitantes do fascinante universo da ciência e da botânica.