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JBRJ participa de projeto para conhecer a biodiversidade do Alto Rio Negro
Publicado em
02/06/2025 12h25
Atualizado em
03/06/2025 15h32
Domingos Cardoso apresenta o projeto durante o 1º Encontro | Foto Cimone Barros/ Ascom Inpa
O projeto "Tsiino Hiiwiida: revelando múltiplas dimensões da biodiversidade de plantas e fungos no Alto Rio Negro" deu início às suas atividades com um encontro, nos dias 23 e 24 de abril, no Comando Militar da Amazônia (CMA). O projeto, que foi um dos contemplados na iniciativa Amazônia+10 de apoio de expedições científicas para ampliação do conhecimento sobre a sociobiodiversidade e a biodiversidade amazônica, conta com a participação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ/MMA) por meio do pesquisador Domingos Cardoso, e com outras sete instituições, sendo liderado pelo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI).
Na língua Baniwa, Tsiino Hiiwiida significa Cabeça do Cachorro, denominação da região do noroeste do Amazonas, no Alto Rio Negro, que faz fronteira com a Venezuela e a Colômbia. O projeto será realizado em parceria entre indígenas e pesquisadores não indígenas. Assim, o nome foi escolhido como forma de demonstrar comprometimento e valorização dos povos nativos da região, que tem uma das maiores populações indígenas do país, com 24 etnias. O projeto Tsiino Hiiwiida tem como finalidades reduzir as lacunas do conhecimento da biodiversidade amazônica por meio de coletas botânicas e fortalecer redes colaborativas.
Nesse primeiro encontro, de que participaram pesquisadores, militares e representantes de povos indígenas, os integrantes discutiram os desafios para a pesquisa em regiões de difícil acesso, características geográficas e da biodiversidade da região onde serão realizadas as expedições científicas. Segundo o coordenador do projeto, Charles Zartman (INPA), foram apresentadas as diferentes áreas de estudo que compõem o projeto, o planejamento estratégico e a organização do cronograma das expedições. Também foi uma oportunidade para estreitar a relação com o CMA, parceiro que dará o necessário apoio logístico e atuarão nas áreas de geografia e saúde única, que estuda novas ameaças epidemiológicas a partir de uma dimensão integrada entre a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental.
Os pesquisadores das oito instituições de pesquisa participantes receberão financiamento das agências de fomento de seus estados: Fapem: Charles Eugene Zartman –Inpa; Faperj: Domingos Cardoso – JBRJ; Fapespa: Anna Luiza Ilkiu-Borges – Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG); Facepe: Clístenes Williams Araújo do Nascimento – Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE); Fapema: Dirce Leimi Komura – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA; Fapesp: Denilson Fernandes Peralta – Instituto de Pesquisas Ambientais – IPA; Fapesq: Felipe Wartchow – Universidade Federal da Paraíba - UFPB; FAPDF: Micheline Carvalho-Silva – Universidade de Brasília - UnB e UKRI: Sandra Knapp – Natural History Museum.
O pesquisador Domingos Cardoso considera que o encontro foi extremamente simbólico e estratégico: "Estamos falando de uma das regiões mais belas e biodiversas do planeta, mas que, paradoxalmente, ainda possui vastas áreas pouco conhecidas do ponto de vista científico. Os estudos de campo que realizaremos irão enriquecer os acervos dos herbários amazônicos e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e também abrirão caminho para possíveis descobertas de espécies nunca catalogadas".
Na língua Baniwa, Tsiino Hiiwiida significa Cabeça do Cachorro, denominação da região do noroeste do Amazonas, no Alto Rio Negro, que faz fronteira com a Venezuela e a Colômbia. O projeto será realizado em parceria entre indígenas e pesquisadores não indígenas. Assim, o nome foi escolhido como forma de demonstrar comprometimento e valorização dos povos nativos da região, que tem uma das maiores populações indígenas do país, com 24 etnias. O projeto Tsiino Hiiwiida tem como finalidades reduzir as lacunas do conhecimento da biodiversidade amazônica por meio de coletas botânicas e fortalecer redes colaborativas.
Nesse primeiro encontro, de que participaram pesquisadores, militares e representantes de povos indígenas, os integrantes discutiram os desafios para a pesquisa em regiões de difícil acesso, características geográficas e da biodiversidade da região onde serão realizadas as expedições científicas. Segundo o coordenador do projeto, Charles Zartman (INPA), foram apresentadas as diferentes áreas de estudo que compõem o projeto, o planejamento estratégico e a organização do cronograma das expedições. Também foi uma oportunidade para estreitar a relação com o CMA, parceiro que dará o necessário apoio logístico e atuarão nas áreas de geografia e saúde única, que estuda novas ameaças epidemiológicas a partir de uma dimensão integrada entre a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental.
Os pesquisadores das oito instituições de pesquisa participantes receberão financiamento das agências de fomento de seus estados: Fapem: Charles Eugene Zartman –Inpa; Faperj: Domingos Cardoso – JBRJ; Fapespa: Anna Luiza Ilkiu-Borges – Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG); Facepe: Clístenes Williams Araújo do Nascimento – Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE); Fapema: Dirce Leimi Komura – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA; Fapesp: Denilson Fernandes Peralta – Instituto de Pesquisas Ambientais – IPA; Fapesq: Felipe Wartchow – Universidade Federal da Paraíba - UFPB; FAPDF: Micheline Carvalho-Silva – Universidade de Brasília - UnB e UKRI: Sandra Knapp – Natural History Museum.
O pesquisador Domingos Cardoso considera que o encontro foi extremamente simbólico e estratégico: "Estamos falando de uma das regiões mais belas e biodiversas do planeta, mas que, paradoxalmente, ainda possui vastas áreas pouco conhecidas do ponto de vista científico. Os estudos de campo que realizaremos irão enriquecer os acervos dos herbários amazônicos e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e também abrirão caminho para possíveis descobertas de espécies nunca catalogadas".
Ele acrescenta que o papel do JBRJ será fundamental para que o conhecimento produzido seja de fato sistematizado, torne-se acessível e gere impactos duradouros: "Por meio das plataformas do Jabot, Reflora Herbário Virtual e da Flora e Funga do Brasil, vamos assegurar que as informações geradas estejam disponíveis para a sociedade, para a comunidade científica e para as próprias comunidades locais. Assim, contribuímos não só para a conservação, mas também para o fortalecimento da ciência colaborativa, intercultural e integradora, que é a essência do projeto Tsiino Hiiwiida”, conclui o pesquisador.
*Com informações do site do INPA.
