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Finep e Jardim Botânico do Rio de Janeiro assinam convênio para liberação de R$ 8 milhões para acervos científicos
Ima Vieira, Fernando Peregrino e o presidente da Finep, Celso Pansera, com Sergio Besserman Vianna, presidente do JBRJ, e Leonardo Tavares Salgado | Foto: Ester Santos
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi contemplado com R$ 8 milhões na Chamada Finep/MCTI Recuperação e Preservação de Acervos 2024. Os recursos serão aplicados na modernização, restauração, reaparelhamento e ampliação do acervo científico da instituição. O presidente da Finep, Celso Pansera, e o presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sergio Besserman Vianna, assinaram nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, o Convênio para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em cerimônia realizada no Herbário do JBRJ.
O Jardim Botânico teve três projetos aprovados com nota máxima. Serão investidos cerca de R$ 7,4 milhões na infraestrutura e tratamento do acervo do Herbário, que conta com mais de 900 mil amostras de plantas. O Herbário do Jardim Botânico do Rio é o maior da América do Sul e está entre os 100 maiores do mundo. Outros R$ 575 mil serão investidos na modernização e ampliação do Jabot, sistema de gerenciamento de coleções científicas criado pelo Jardim Botânico e disponibilizado para 100 herbários parceiros, tendo chegado, em janeiro passado, a mais de 3 milhões de registros de plantas.
"Dentre os avanços, o Herbário ganhará um sistema de extinção de incêndio totalmente automatizado e que utiliza gás não tóxico, sem causar danos a coleção científica caso seja acionado, e preservando a integridade física da equipe de cientistas e técnicos da instituição. Também receberá novo sistema de refrigeração central, mais eficiente quanto ao controle de temperatura da coleção e mais econômico quanto ao consumo de energia", explica o diretor de Pesquisa Científica do JBRJ, Leonardo Tavares Salgado.
As aquisições de equipamento e expansão física visam um crescimento adequado e seguro do acervo, proporcionando a documentação de mais de 51.000 novas amostras botânicas, melhorando as condições de conservação e o manuseio diário das milhares de amostras. Também permitirão um controle mais eficaz de infestação por organismos contaminantes, garantindo a proteção geral do acervo do Herbário. Isso também ajudará a evitar danos a coleções atualmente acondicionadas de forma provisória e não disponíveis para consulta pública. Com essas melhorias, o Herbário do JBRJ estará preparado para chegar a 1 milhão de amostras botânicas conservadas, documentadas e disponibilizadas em imagens digitais nos próximos anos.
No evento, Sergio Besserman Vianna agradeceu e parabenizou a atual gestão da Finep por essa chamada pública e ressaltou a importância de proporcionar aos cidadãos o acesso aos acervos científicos. “Essa chamada denominada Recuperação e Preservação de Acervos também pode se chamar de Construção de Futuros”, afirmou. “Precisamos investir em ciência, pois é daí que virá o futuro do país”, disse Celso Pansera. Ele anunciou que a Finep deve investir R$ 14,5 bilhões em 2025, atendendo à grande demanda reprimida de recursos por parte de instituições de pesquisa e universidades nos últimos anos.
A cerimônia contou também com a presença do chefe de Gabinete da Finep, Fernando Peregrino, da assessora da Presidência, Ima Vieira, e do diretor de pesquisa científica do JBRJ, Leonardo Salgado.
Após a assinatura do convênio, a comitiva da Finep visitou as instalações do Herbário acompanhada pela coordenadora de Coleções Biológicas do JBRJ, Clarice Martins Ribeiro, que apresentou alguns itens do acervo da instituição e explicou os benefícios que o convênio trará para a manutenção, a ampliação, o tratamento e a disponibilização das coleções herborizadas.
