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Canteiro da restinga no Jardim Botânico do Rio é revitalizado
Anthurium maricense é uma das espécies reintroduzidas no canteiro
O canteiro da restinga, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foi revitalizado. A iniciativa incluiu a reintrodução de 10 espécies, introdução de uma nova espécie, remoção de plantas parasitas, poda de ramos de árvores, transposição de plantas com espinhos na borda do canteiro e instalação de novas placas explicativas. Espécies de restinga precisam de muita luz solar, por isso há a necessidade de manejo de árvores e arbustos no local.
Diferentemente dos demais canteiros do arboreto, a restinga é coberta de areia. São cerca de 80 metros cúbicos de areia usados para receber as plantas de restinga e reproduzir as condições do ecossistema litorâneo.
O termo restinga refere-se a vegetações costeiras existentes em quase 80% do litoral brasileiro. São áreas que se caracterizam pela influência marinha, o solo arenoso e a intensa exposição solar, entre outros fatores.
- Além de atrair visitantes, o projeto de revitalização do canteiro tem como objetivo contribuir para o conhecimento e a conservação das espécies, cumprindo a missão do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – afirma o biólogo Marcus Nadruz, coordenador da Coleção Viva da instituição.
As 10 espécies reintroduzidas são antúrio (Anthurium maricense), cipó-imbé (Philodendron corcovadense), gravatá (Neoregelia cruenta), gravatá-bromélia (Vriesea neoglutinosa), cacto-três-quina (Selenicereus setaceus), facheiro da praia (Pilosocereus arrabidae), cabeça branca (Pilosocereus ulei) – em perigo de extinção -, sumaré (Cyrtopodium flavum), capim (Renvoizea trinii) e Stigmaphyllon paralias. Já a Rhipsalis pentaptera, endêmica do Rio de Janeiro e classificada como criticamente ameaçada de extinção, é a nova espécie introduzida no canteiro.
O canteiro da Restinga do JBRJ conta com o apoio da família Aranha.