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ITI Tech #4: O futuro da segurança digital
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) realizou, nesta quinta-feira (26), a quarta edição do ITI Tech. A iniciativa integra a agenda de debates da Autarquia e tem como objetivo fomentar o intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre tecnologias emergentes, reunindo especialistas de diferentes áreas e instituições.
Esta edição, o tema foi “O futuro da segurança digital”, norteado pelos convidados da Kryptus, os diretores de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Lucas Gonçalves Martins, e Comercial, Felipe Manso.
O diretor de Tecnologias de Identificação do ITI, Maurício Coelho, destacou a relevância do debate. “O nosso intuito com o ITI Tech é abordar temas como transformação digital, assinaturas eletrônicas, criptografia, segurança de dados e combate a fraudes. A Kryptus, que gentilmente aceitou o nosso convite, tem total aderência a essas pautas”, afirmou.
A programação foi iniciada por Felipe Manso, que apresentou a trajetória da multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia, cibersegurança e defesa cibernética, com atuação junto a entidades públicas e privadas, no Brasil e no exterior.

“Não dá para falar de Kryptus sem falar de ITI. Para alcançarmos os patamares atuais, foi fundamental o apoio e a confiança do Instituto, quando ainda éramos praticamente uma startup, em 2003. Esse apoio foi decisivo para que, entre 2007 e 2008, desenvolvêssemos o primeiro HSM brasileiro, hoje exportado para mais de 20 países. Atualmente, competimos com grandes players globais”, destacou.
Em seguida, Lucas Gonçalves Martins abordou temas estratégicos relacionados à segurança da informação, como os impactos da computação quântica na criptografia, os preparativos para a adoção da Criptografia Pós-Quântica (PQC – Post-Quantum Cryptography), a evolução das ameaças cibernéticas, fraudes digitais e soluções antifraude voltadas à proteção de dados e comunicações críticas.
“São quase 60 bilhões de tentativas e ameaças de ataques cibernéticos no Brasil, muitas delas potencializadas pela inteligência artificial. Hoje, com poucas linhas de comando, a própria IA pode executar um ataque, sem a necessidade de ferramentas complexas ou conhecimentos técnicos avançados”, alertou.
O ITI Tech consolida-se como um espaço qualificado para o debate de temas contemporâneos relacionados às tecnologias emergentes no cenário global, reunindo o corpo técnico do Instituto e representantes de diversos órgãos e entidades.

Nesta edição, estiveram presentes integrantes do corpo técnico do ITI, a secretária de Informação e Saúde Digital do Brasil do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, além de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Presidência da República, da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD), da Safeweb, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), da Receita Federal e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo a Polícia Federal.