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CertForum-ID 2026: ITI destaca inovação, segurança e futuro digital
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) marcou presença no Fórum de Certificação e Identificação Digital (CertForum-ID 2026), realizado nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília/DF. Reconhecido como o principal evento do setor, o encontro reúne lideranças do poder público, especialistas e representantes da iniciativa privada para debater cidadania digital.
Na abertura do evento, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou o marco de 55 milhões de CINs emitidas, os avanços na política de identificação no Brasil e a importância da atuação integrada entre instituições. Em sua fala, também ressaltou o papel estratégico do ITI nesse processo de transformação digital.
“A construção de uma identidade nacional segura e integrada é também uma expressão de soberania. É a partir dessa base que conseguimos ampliar o acesso a direitos, reduzir burocracias e fortalecer a relação entre o Estado e a população”, afirmou.
Visão estratégica para o futuro da ICP-Brasil
Durante o primeiro painel do evento, na terça-feira (9), o diretor-presidente do ITI, Enylson Camolesi, apresentou a visão da atual gestão diante dos desafios e oportunidades do ecossistema da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).
Durante a apresentação, destacou o momento de transformação vivido pelo Instituto, com avanços estruturais, ampliação de competências e fortalecimento institucional, ao mesmo tempo em que o setor enfrenta uma agenda tecnológica dinâmica, marcada pela chegada de credenciais verificáveis, algoritmos pós-quânticos e novas integrações digitais.
“Estamos vivendo um momento de grandes transformações, com novas tecnologias e novas demandas para o Estado brasileiro. Nosso compromisso é garantir que essa evolução aconteça com segurança, governança e foco no cidadão, fortalecendo a confiança no ambiente digital”, afirmou o diretor-presidente.
Ao longo dos dois dias, o Instituto marcou presença em diversos painéis da programação, reforçando sua atuação nos principais debates do setor.
AR Eletrônica: Emissão autoassistida
Durante o painel 7, realizado na manhã da quarta-feira (10), o diretor-presidente do ITI, Enylson Camolesi, participou do debate ao lado dos especialistas Hudson Vinicius Mesquita, Leonardo Gonçalves, Márcio Nunes, Márchio Simomoto e Maurício Augusto Coelho.
Em sua fala, Enylson destacou o papel estratégico do Instituto na normatização da certificação digital no Brasil, ressaltando a capacidade técnica do ITI e sua relevância no avanço das soluções digitais no país.
“O ITI é um órgão pequeno em estrutura, mas com uma capacidade técnica imensa. Costumo dizer que essas três letras carregam uma responsabilidade muito grande dentro do ecossistema digital brasileiro”, afirmou.
O diretor-presidente também apresentou o conceito de Autoridade de Registro (AR) Eletrônica, enfatizando seu potencial transformador ao permitir a emissão autoassistida de certificados digitais.
Enylson destacou ainda que esse modelo amplia as possibilidades de uso da certificação digital em diferentes contextos, simplificando processos e aproximando o cidadão de serviços essenciais, como transações contratuais e operações que exigem validação jurídica no ambiente digital.
Inovações: IA, nuvem e serviços de confiança
No painel 9, o diretor de Infraestrutura Tecnológica do ITI, José Rodrigues Gonçalves Júnior, participou do debate ao lado de especialistas do setor.
Em sua fala, destacou que o uso de nuvem nos serviços de confiança da ICP-Brasil não é recente, sendo regulamentado desde 2017, mas que tende a ganhar escala com iniciativas como a AR Eletrônica e mudanças no modelo de certificação digital.
Gonçalves também ressaltou o avanço da inteligência artificial no ecossistema, tanto no aprimoramento dos serviços quanto no combate a fraudes.
““Estamos diante de um cenário em que a inteligência artificial passa a atuar também no enfrentamento de tentativas de fraudes geradas por ela mesma, o que exige constante evolução tecnológica”, afirmou.
Mercado global e convergência internacional
Ao lado dos especialistas Braulio Pupim, Edmar Araújo e Fernando Moreira, o coordenador-geral de Inovação, Cooperação e Projetos do ITI, Joelmo Jesus de Oliveira, participou das discussões do Painel 10 do CertForum ID 2026.
Em sua fala, Joelmo destacou o protagonismo do Brasil no cenário global de infraestruturas de confiança. Segundo ele, o país não é um agente recente nesse processo de transformação digital, mas sim uma referência internacional construída a partir de décadas de políticas públicas estruturadas, investimento em pesquisa e uma forte atuação da iniciativa privada.
O coordenador ressaltou que o Brasil desenvolveu um modelo robusto, com escala, segurança jurídica e sofisticação tecnológica, sendo pioneiro na implementação e no uso de infraestruturas de chaves públicas. “Não estamos surfando uma onda que veio de fora. O Brasil construiu, ao longo do tempo, uma base sólida que hoje sustenta serviços digitais essenciais à população”, afirmou.
Ele também destacou o potencial de expansão da tecnologia brasileira para outras regiões, como América Latina e África, defendendo uma atuação mais ativa do país no cenário internacional. “Temos conhecimento, tecnologia e experiência suficientes para ir além das nossas fronteiras e contribuir com outras nações”, concluiu.
Modernização regulatória e operacional
No último painel do evento, o diretor de Auditoria, Fiscalização e Normalização do ITI, Pedro Pinheiro Cardoso, participou do debate ao lado de especialistas do setor.
Em sua fala, destacou que a modernização regulatória é essencial para acompanhar a evolução tecnológica e garantir que a ICP-Brasil continue sendo uma infraestrutura segura e confiável. Segundo ele, a atualização das normas é um processo contínuo, necessário para manter a aderência à realidade e às novas demandas do ambiente digital.
O diretor também ressaltou avanços recentes, como a transição para certificados em nuvem, o fortalecimento dos mecanismos de identificação, especialmente diante dos desafios trazidos pela inteligência artificial, e a consolidação de novos modelos, como a AR Eletrônica.
“Se a identificação falha, todo o restante perde o sentido. Por isso, a modernização busca reforçar a confiança e a segurança em todo o ecossistema”, afirmou.