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CENÁRIO
Prisma Fiscal de maio aponta melhora nas projeções para o resultado primário e a dívida pública
O Prisma Fiscal de maio de 2026 aponta nova melhora nas expectativas dos analistas consultados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. O levantamento divulgado nesta sexta-feira (15/5), no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo, mostra redução das projeções de déficit primário do Governo Central para 2026 e 2027, além de melhora nas estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo a mediana das projeções anuais, o déficit primário esperado para 2026 baixou de R$ 59,02 bilhões para R$ 57,83 bilhões. Para 2027, a expectativa melhorou de um déficit de R$ 50,36 bilhões para R$ 47,96 bilhões.
As projeções para o resultado nominal do Governo Central também mudaram. Para 2026, a mediana saiu de déficit de R$ 1,016 trilhão para R$ 1,052 trilhão. Já para 2027, a expectativa avançou de déficit de R$ 1,036 trilhão para R$ 1,056 trilhão.
Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em proporção ao PIB, as estimativas indicam melhora nas projeções para os próximos anos. Em 2026, a mediana diminuiu de 83,28% para 83,00% do PIB, enquanto para 2027 a previsão recuou de 86,60% para 86,45% do PIB.
Acesse a íntegra do Relatório do Prisma Fiscal do mês de maio de 2026, publicado pela Secretaria de Política Econômica
Prisma Fiscal
O Prisma Fiscal é o sistema de coleta de expectativas de mercado, elaborado e gerido pela Secretaria de Política Econômica, para acompanhamento da evolução das principais variáveis fiscais brasileiras do ponto de vista de analistas do setor privado.
Esse sistema também apura variáveis auxiliares de atividade econômica, nível geral de preços e mercado de trabalho, itens que geram impactos nas contas públicas e na política fiscal em geral. O relatório do Prisma Fiscal reúne estatísticas das previsões consolidadas das instituições (mediana, média, desvio padrão, mínimo e máximo).
As projeções mensais do relatório atual, referentes aos meses de maio, junho e julho, abrangem as expectativas de arrecadação de receitas federais; receita líquida, despesa total, resultado primário e resultado nominal do Governo Central; Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC); taxa de desemprego e população ocupada. Já quanto às projeções anuais, o Prisma oferece previsões para 2026 e 2027, considerando as mesmas variáveis das projeções mensais, mas incluindo também Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), deflator e PIB nominal.
Receitas e despesas
A arrecadação das receitas federais em maio deve ficar em R$ 250,28 bilhões, segundo o Prisma Fiscal – acima da estimativa de R$ 247,07 bilhões do relatório de abril. Para junho, a valor esperado subiu de R$ 246,85 bilhões para R$ 249,37 bilhões. Já para julho, a projeção aumentou de R$ 269,00 bilhões para R$ 270,63 bilhões.
Na previsão anual, a mediana das expectativas de arrecadação das receitas federais em 2026 subiu de R$ 3,12 trilhões para R$ 3,14 trilhões. Para 2027, essa projeção aumentou de R$ 3,30 trilhões para R$ 3,33 trilhões.
As estimativas das instituições financeiras para a receita líquida do Governo Central também registraram alta. Para maio, a mediana avançou de R$ 192,48 bilhões para R$ 195,01 bilhões. Em relação a junho, foi de R$ 187,75 bilhões para R$ 191,02 bilhões. Já para julho, a projeção subiu de R$ 217,08 bilhões para R$ 219,98 bilhões.
No cenário anual, a projeção para a receita líquida do Governo Central em 2026 passou de R$ 2,53 trilhões para R$ 2,56 trilhões. Para 2027, essa expectativa avançou de R$ 2,68 trilhões para R$ 2,72 trilhões.
Do lado das despesas totais, as projeções mensais indicam relativa estabilidade. A mediana de maio passou de R$ 240,44 bilhões para R$ 241,57 bilhões. Para junho, a estimativa avançou de R$ 234,34 bilhões para R$ 236,37 bilhões. Já para julho, houve recuo de R$ 237,69 bilhões para R$ 226,35 bilhões.
Na previsão anual, a mediana das despesas totais do Governo Central em 2026 passou de R$ 2,60 trilhões para R$ 2,62 trilhões. Para 2027, a estimativa subiu de R$ 2,73 trilhões para R$ 2,76 trilhões.
Indicadores
A mediana das estimativas do mercado privado para o PIB nominal em 2026 subiu de R$ 13,50 trilhões para R$ 13,56 trilhões. Para 2027, a projeção avançou de R$ 14,39 trilhões para R$ 14,41 trilhões.
As estimativas para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) indicam elevação para 2026, passando de 4,40% para 4,75%. Para 2027, a projeção permaneceu em 4,00%.
Nos indicadores mensais, a expectativa para o INPC de maio subiu de 0,37% para 0,44%. Para junho, a projeção passou de 0,28% para 0,29%. Em julho, avançou de 0,27% para 0,28%.
Para o mercado de trabalho, a taxa de desemprego projetada para maio ficou em 5,80%, ante 5,70% na coleta anterior. Para junho, a estimativa passou de 5,60% para 5,63%. Em julho, a projeção permaneceu em 5,60%.
Já a população ocupada deve alcançar 102,89 milhões de pessoas em maio, com uma leve redução em relação à estimativa de 102,93 milhões de abril. Para junho, a projeção do mercado passou de 103,26 milhões para 103,17 milhões de pessoas. Em julho, a estimativa ficou em 103,47 milhões de ocupados.
Premiação anual Prisma Fiscal
Em paralelo à divulgação do relatório de maio, a Secretaria de Política Econômica realizou, no dia 15/5, a Premiação Prisma Fiscal. A cerimônia, ocorrida no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo, homenageou servidores públicos envolvidos na construção do sistema e as dez instituições do mercado financeiro mais assíduas no envio de projeções fiscais. O reconhecimento reforça o papel da colaboração entre setor público e analistas privados na produção das estatísticas que orientam o acompanhamento das principais variáveis fiscais e macroeconômicas brasileiras.
