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Unidades de Conservação: áreas estratégicas para o equilíbrio ambiental na Amazônia
As Unidades de Conservação (UCs) representam uma das estratégias mais relevantes para manter a diversidade ambiental no Brasil. Presentes em todos os biomas do país — e com forte presença na Amazônia — essas áreas seguem normas específicas que buscam assegurar a continuidade dos processos naturais, mesmo frente às diversas pressões humanas. Criadas e regulamentadas por legislação própria, as UCs podem ter objetivos distintos, mas compartilham um compromisso comum: garantir a preservação dos ecossistemas e a permanência das comunidades que vivem em harmonia com o meio.
A base legal das Unidades de Conservação está prevista na Lei nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). De acordo com esse sistema, as áreas são classificadas conforme o grau de proteção e o tipo de uso permitido. Algumas possuem restrições rigorosas, como é o caso das Reservas Biológicas e Estações Ecológicas, onde o acesso é limitado a pesquisadores e visitas monitoradas. Outras, como as Reservas Extrativistas e de Desenvolvimento Sustentável, visam proteger os recursos naturais e, ao mesmo tempo, garantir as formas tradicionais de uso pelas comunidades locais. Em todas elas, o foco recai sobre práticas que favorecem o equilíbrio ecológico sem comprometer o futuro da paisagem e de seus habitantes.
Na região da BR-319/AM/RO, a presença dessas áreas protegidas é um fator essencial na definição das diretrizes ambientais das obras executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Por meio da Gestão Ambiental da BR-319, sob responsabilidade do Consórcio Concremat/Hollus, são considerados os limites legais e as especificidades de cada unidade ao longo da rodovia. O trecho concentra importantes territórios de conservação, como Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável, onde vivem populações tradicionais e onde a biodiversidade segue preservada com mínima interferência.
Mais do que áreas demarcadas em mapas, as Unidades de Conservação são territórios dinâmicos, onde nascem rios, transitam espécies e persistem culturas. Funcionam ainda como uma barreira natural frente às mudanças ambientais, colaborando para a regulação do clima, a proteção de nascentes e o controle da erosão. Em tempos de crescente atenção às questões ambientais, reconhecer o valor dessas áreas é essencial para qualquer projeto de infraestrutura que busca se integrar à complexidade e à riqueza das paisagens amazônicas.