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Saúde em foco na BR-319
O ambiente amazônico reúne características que favorecem vários insetos vetores de doenças, o que faz com que comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas convivam com riscos constantes de infecções. O calor, a umidade e a presença de rios e igarapés criam condições propícias para a reprodução de mosquitos e parasitas na região que abrange o Amazonas e Rondônia.
A malária continua entre as doenças mais registradas, transmitida por mosquitos do gênero Anopheles que se desenvolvem em áreas sombreadas e próximas a água parada. Febre alta, calafrios e cansaço súbito são sinais que requerem diagnóstico e tratamento rápidos. Em muitas comunidades, o uso de mosquiteiros e a eliminação de criadouros contribuem para reduzir o risco.
Arboviroses como dengue, zika, chikungunya e oropouche estão presentes em áreas rurais e urbanas. O Aedes aegypti prolifera até mesmo em pequenos recipientes dentro das casas, enquanto o maruim, vetor do vírus Oropouche, costuma picar durante o dia em trechos de mata e nas margens de rios. Usar roupas compridas, aplicar repelente e eliminar poças e objetos que acumulam água são medidas simples que ajudam a diminuir a exposição.
A leishmaniose aparece com frequência e está associada aos flebotomíneos (conhecidos como mosquito-palha), que encontram condições favoráveis onde há matéria orgânica acumulada. A forma cutânea é a mais comum, mas há também formas sistêmicas que exigem atenção clínica. A doença de Chagas pode ocorrer em moradias de madeira ou em construções antigas que servem de abrigo para triatomíneos (barbeiros). Organizar o ambiente doméstico, vedar frestas e limpar o entorno são cuidados importantes para reduzir o contato com esses insetos.
Em trechos com saneamento precário, aumentam os riscos de esquistossomose e outras verminoses. A recomendação é evitar contato com água de procedência duvidosa. Ferver ou filtrar a água para consumo e manter hábitos de higiene contribuem para prevenir contaminações.
O comportamento dos vetores tem se alterado à medida que áreas da floresta são modificadas. Regiões com desmatamento parcial e degradação do solo tendem a apresentar maior circulação de mosquitos e outros vetores. Rios poluídos, acúmulo de lixo e áreas abertas sem manejo adequado favorecem a presença de insetos e intensificam a transmissão de doenças, evidenciando a interdependência entre ambiente e saúde na Amazônia.
A proteção depende de atitudes diárias e acessíveis: inspecionar o quintal com regularidade, eliminar recipientes que acumulam água, instalar telas e usar mosquiteiros no período chuvoso, aplicar repelente em áreas de mata e procurar atendimento diante de febre repentina. Quando cada morador cuida do entorno, toda a comunidade ganha mais segurança e a floresta permanece fonte de vida em vez de risco.
Este conteúdo faz parte das ações informativas da Gestão Ambiental da BR-319/AM/RO, uma iniciativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), sob responsabilidade do Consórcio Concremat/Hollus.