Notícias
Para além do descarte: o desafio de viver sem sacolas plásticas
O uso de sacolas plásticas parece inofensivo à primeira vista. Elas estão ali, sempre à mão no caixa do supermercado, no mercado da esquina, nas feiras e nos comércios informais ao longo da BR-319. Leves, descartáveis e quase invisíveis na rotina. Mas é justamente essa “facilidade” que se transforma em um dos maiores entraves ambientais do nosso tempo.
Celebrado em 3 de julho, o Dia Internacional Sem Sacolas Plásticas é um alerta para o impacto causado por um objeto tão comum quanto problemático. Estima-se que mais de 5 trilhões de sacolas plásticas sejam produzidas por ano no mundo. Grande parte delas é usada por poucos minutos, mas pode persistir no meio ambiente por séculos. Nos igarapés, nos rios da Amazônia, nos arredores das cidades ou na zona rural, essas sacolas se acumulam em beiras de estrada, boiam nos igarapés e sufocam espécies.
A resistência ao plástico de uso único é, sobretudo, uma necessidade urgente. E não faltam alternativas: sacolas de pano, bolsas de palha, mochilas ou qualquer recipiente reutilizável são opções que funcionam bem, inclusive nas áreas rurais da Amazônia, onde o transporte de alimentos e mercadorias depende muitas vezes de sacolas improvisadas.
A discussão não se restringe à sacola em si, mas ao modelo de consumo descartável que ela representa. Ao evitá-la, abre-se espaço para pensar o que mais pode ser diferente: embalagens, hábitos de compra, escolhas no cotidiano. O impacto se torna ainda mais evidente quando se olha para a vida que depende dos rios, da floresta e de seus ciclos naturais. Afinal, o plástico jogado no chão de uma comunidade pode alcançar o oceano.
A mudança não exige grandes revoluções. Começa quando se diz “não” ao automático, quando se leva uma sacola de casa, quando se recusa o excesso e se opta pelo essencial. Nesse caminho, cada gesto tem seu valor. Porque viver sem sacolas plásticas não é um ato isolado. É uma forma de respeitar o lugar em que se vive e quem ainda vai viver nele.
Este conteúdo faz parte das ações informativas da Gestão Ambiental da BR-319/AM/RO, uma iniciativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), sob responsabilidade do Consórcio Concremat/Hollus.