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Comunidades da RDS Igapó-Açu organizam a XVI Soltura de Quelônios do Projeto Pé-de-Pincha
Em janeiro de 2026, teve início o planejamento da XVI Soltura de Quelônios na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Igapó-Açu, localizada no km 261 da BR-319. A organização da atividade está sob responsabilidade das comunidades Nova Geração do Igapó-Açu e São Sebastião do Igapó-Açu, que participam diretamente das etapas finais do Projeto Pé-de-Pincha, voltadas ao cuidado e à devolução dos filhotes ao ambiente natural.
Após o nascimento, os filhotes de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) e tracajá (Podocnemis unifilis) permanecem sob os cuidados das comunidades por aproximadamente três meses. Nesse período, os moradores realizam o acompanhamento dos animais, o que contribui para ampliar as chances de sobrevivência no retorno ao rio, fase em que essas espécies ficam mais vulneráveis à predação natural.
A soltura está prevista para os dias 20 e 21 de fevereiro e vem sendo preparada com antecedência, a partir da mobilização dos moradores da reserva. O trabalho envolve a organização do evento, o acompanhamento dos filhotes e a articulação entre as comunidades participantes, garantindo que todas as etapas ocorram de forma cuidadosa e em sintonia com a dinâmica local.
A Gestão Ambiental da BR-319, uma iniciativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), sob responsabilidade do Consórcio Concremat/Hollus, foi convidada a participar da ação com atividades de educação ambiental voltadas às crianças, além do apoio com materiais para a realização do evento. As ações são desenvolvidas por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) e do Programa de Comunicação Social (PCS), ampliando o diálogo com as comunidades e fortalecendo a troca de informações sobre o cuidado com a fauna e os recursos naturais.
A atividade integra o Projeto Pé-de-Pincha, programa de extensão da Universidade Federal do Amazonas que atua junto a comunidades ribeirinhas na conservação dos quelônios amazônicos. Na RDS Igapó-Açu, a participação comunitária tem sido decisiva para o acompanhamento dos ciclos reprodutivos e para a proteção dos animais nas fases mais sensíveis do desenvolvimento.
A soltura dos quelônios representa a continuidade de um trabalho construído no cotidiano das comunidades, a partir do cuidado com os rios, a fauna e o território. A mobilização local e o crescimento no número de filhotes devolvidos à natureza evidenciam como a participação comunitária contribui para a conservação ambiental na Amazônia.