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Infraestrutura aquaviária brasileira é pauta de encontros do DNIT em Washington, nos Estados Unidos
Em alinhamento com boas práticas internacionais, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) esteve em Washington, D.C., para apresentar sua atuação na área de infraestrutura aquaviária. Representado pela equipe da Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), o órgão participou de agendas estratégicas com instituições norte-americanas, promovendo o intercâmbio técnico e o fortalecimento de parcerias.
Entre os compromissos da missão técnica, houve o encontro com a Comissão Internacional de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde o DNIT apresentou o Plano de Manutenção Aquaviária (PMA), cujo objetivo é promover a segurança da navegação e garantir previsibilidade dos níveis d’água — elementos essenciais para a gestão eficiente das hidrovias brasileiras.
Durante a reunião, a CIP ressaltou seu papel como fórum interamericano voltado ao fortalecimento do diálogo regional, à capacitação técnica e à promoção dos portos do Hemisfério. Na ocasião, o Brasil foi convidado a se tornar membro associado da comissão, ampliando sua participação nas discussões internacionais sobre logística portuária.
A equipe da DAQ também esteve no Instituto de Recursos Hídricos do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE), em um encontro voltado ao intercâmbio de metodologias de planejamento e manutenção aquaviária, bem como os resultados obtidos. A USACE atua na gestão de sistemas de transporte aquaviário para o transporte de cargas, atendendo as necessidades de segurança nacional e a recreação.

- Equipe da DAQ em Washington
Como parte da missão, o DNIT marcou presença na conferência internacional Smart Rivers 2025, realizada em Memphis (EUA), promovida pela PIANC — The World Association for Waterborne Transport Infrastructure. O evento bienal é reconhecido como um espaço estratégico para o intercâmbio técnico-científico, onde foram debatidos temas como segurança, inovação e sustentabilidade na navegação interior.
A participação brasileira teve como destaques o estudo sobre conflitos entre o domínio dos corpos d’água e a navegação interior no Brasil, desenvolvido por Mauro Medeiros de Carvalho Júnior, com colaboração do procurador federal Davi de Bastos Gonçalves e Silva e coautoria das servidoras Mariana Vaini e Carolina de Lima Neves; o Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA), apresentado pelo engenheiro Henrique Saldanha, com foco em eficiência operacional e planejamento estratégico; e o artigo sobre o Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) do Rio Madeira, elaborado pela engenheira Ana Luisa Ribeiro, com contribuições relevantes para a gestão e segurança da navegação na região amazônica.
A missão técnica reforça o compromisso do DNIT em buscar soluções inovadoras e parcerias estratégicas para aprimorar a infraestrutura aquaviária no Brasil, alinhando-se às melhores práticas internacionais e promovendo o desenvolvimento sustentável do setor.