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Cidades do Rio de Janeiro terão apoio para projetos de prevenção de risco
Crédito: Tânia Rego/ Agência Brasil
Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro, estão entre os seis municípios brasileiros que vão se tornar laboratórios práticos de ações à prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável.
As três cidades fluminenses fazem parte da segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos. A iniciativa é coordenada pelo Ministério das Cidades, que oferece mentoria para os projetos pilotos no local da intervenção, em parceria com a Fundação Fiocruz.
Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, apresentou um projeto que propõe uma inversão na lógica tradicional do planejamento urbano, colocando a comunidade no centro das decisões. Dessa forma a Defesa Civil atua como articuladora, a iniciativa valoriza o diálogo técnico-comunitário e o protagonismo fica com as lideranças locais, organizadas no Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC).
Já Nova Friburgo, por meio da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, criou um projeto que se destaca pela institucionalização das ações. As metas de prevenção vão se tornar políticas de Estado, independentes de trocas de gestão do município. A grande inovação é a implementação da Barreira Sabo, uma tecnologia japonesa de contenção de detritos inédita no Brasil, articulada com a criação de parques pluviais, projetos de mobilidade ativa e a ampliação da rede de esgotamento sanitário em parceria com a concessionária local.
Paraíba do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, foca em saneamento, a “praça alagável”. A proposta utiliza o desenho urbano para criar espaços que funcionam como áreas de amortecimento e retenção de água, protegendo as moradias vizinhas e requalificando áreas degradadas para evitar a ocupação.
O secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, destacou a importância do projeto. “É por meio de projetos como esse que conseguimos transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta e preparar as cidades para os desafios que estão por vir”, afirmou.
Além dos municípios mineiros, foram selecionados Belo Horizonte (MG); Nova Lima (MG) e Simões Filho (BA). As ações começam em março. Uma oficina presencial voltada ao ajuste do manual à realidade de cada território será realizada em maio.
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