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Maracanã completa 70 anos de vocação “cosmopolita”

Casa do futebol brasileiro por excelência, estádio integra o imaginário nacional e internacional pela quantidade de eventos emblemáticos sediados em sua estrutura
Publicado em 16/06/2020 18h27 Atualizado em 16/06/2020 18h49

No dia 16 de junho de 1950, era inaugurado aquele que se tornaria o estádio mais importante do país e um dos mais emblemáticos do mundo. A derrota para o Uruguai de virada no jogo que definiu a Copa do Mundo daquele ano, apesar de frustrante para os brasileiros, abriu caminho para uma história repleta de momentos inesquecíveis vividos por torcedores e espectadores nos 70 anos que se seguiram do Maracanã. Palco de grandes clássicos do futebol nacional, por ali também deixaram marcas os mais importantes eventos internacionais.

Além das finais das Copas do Mundo de 1950 e 2014, o Maracanã, originalmente batizado como Estádio Jornalista Mário Filho, foi sede da Copa das Confederações de 2013 e das Copas América de 1989 e 2019. Mais do que receber partidas de futebol, o estádio também viu as grandes celebrações das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Foi ali também que Pelé marcou seu milésimo gol, em 1969. Atualmente, a estrutura está sendo aproveitada pelas autoridades do Rio de Janeiro na luta contra a pandemia da Covid-19. O complexo abriga um hospital de campanha para tratamento de vítimas do coronavírus.  

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Mais do que um palco, o Maracanã se consolidou como um personagem, um ícone da cultura popular brasileira. Um ponto turístico obrigatório. Um cenário que eternizou nesses 70 anos dezenas de espetáculos de simbologia nacional e internacional”

Marcelo Magalhães, secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania

Ao longo do tempo, o local já recebeu outros diversos eventos para além do universo esportivo, como shows de Frank Sinatra, Kiss, Madonna, Tina Turner, Rolling Stones, Paul McCartney, Foo Fighters, Coldplay, entre outros, e missas campais do Papa João Paulo II, em 1980 e 1997.

Com a reforma realizada para o Mundial de 2014, o estádio que já foi o maior do mundo, com capacidade para até 170 mil torcedores, hoje aposta na modernidade e no conforto para 78.838 pessoas.

“Mais do que um palco, o Maracanã se consolidou como um personagem, um ícone da cultura popular brasileira. Um ponto turístico obrigatório. Um cenário que eternizou nesses 70 anos dezenas de espetáculos de simbologia nacional e internacional”, afirma o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

Sinal dos novos tempos, o aniversário de 70 anos do Maracanã também será celebrado com uma exposição virtual do eMuseu do Esporte. A promessa é de uma viagem no tempo sem sair de casa, por meio do link www.emuseudoesporte.com.br, em que é possível relembrar grandes momentos vividos no “Maraca”.

A navegação ocorre em uma plataforma 3D e percorre a história da construção do estádio, no fim dos anos 40, a derrota na Copa de 1950, as classificações para os Mundiais de 1970 e 1994, o milésimo gol de Pelé, a despedida de Garrincha e os Jogos Rio 2016.

A origem do nome Maracanã, segundo a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), vem do tupi-guarani e significa “semelhante a um chocalho”. Antes da construção do estádio, existia no local grande quantidade de aves vindas do norte do país chamadas Maracanã-guaçu, que emitiam sons semelhantes ao de um chocalho.

Relembre alguns dos eventos recentes que consolidaram a vocação cosmopolita do Maracanã

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Pan 2007

A derrota da seleção feminina para os Estados Unidos na final dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, ainda estava na memória. Foi em casa, no Maracanã, que veio o troco: uma goleada de 5 x 0 em cima das norte-americanas, com dois gols de Marta, outros dois de Cristiane e um de Daniela Alves, diante de mais de 70 mil torcedores. O Maracanã também foi palco das cerimônias de abertura e encerramento do megaevento continental.

Equipe que entrou em campo na final contra a Espanha, em 2013. Foto: Piervi Fonseca/AGIF

Copa das Confederações de 2013

Em preparação para o Mundial de 2014, a seleção masculina levantou, pela quarta vez, a taça da Copa das Confederações em 2013. A final no Maracanã registrou a vitória por 3 a 0 em cima da Espanha, com dois gols de Fred e um de Neymar. A Espanha havia sido campeã mundial em 2010.

Equipe alemã celebra o tetra após vitória na final sobre a Argentina. Foto: Danilo Verpa/Getty Images

Copa do Mundo de 2014

A decisão da Copa de 2014 não contou com o Brasil, derrotado no Mineirão pelos alemães por 7 x 1 na semifinal em Belo Horizonte. Embalados pela goleada, os germânicos levantaram a taça pela quarta vez na história após a vitória por 1 x 0 sobre a Argentina, na prorrogação.

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Jogos Olímpicos Rio 2016

Em 16 dias de competição de 42 modalidades, os Jogos Olímpicos Rio 2016 viram o Brasil encerrar sua participação em 13º lugar no quadro geral de medalhas, com sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. O Maracanã foi palco das cerimônias de abertura e de encerramento, em 5 e 21 de agosto, respectivamente.

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Seleção masculina sai da fila

Foi ali também que a seleção brasileira masculina de futebol chegou ao inédito título olímpico, ao vencer justamente a Alemanha, nos pênaltis. No feminino, as alemãs derrotaram as suecas por 2 x 1, também no Maracanã, e levaram o ouro. A seleção feminina brasileira foi superada pela Suécia no estádio, nos pênaltis, e ficou fora da decisão.

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Jogos Paralímpicos Rio 2016

Poucos dias depois do encerramento das Olimpíadas, o Maracanã já recebia uma nova festa, desta vez para a abertura dos Jogos Paralímpicos, em 7 de setembro. Ali teria início a sequência de conquistas dos brasileiros, que levaram, ao todo, 72 medalhas (14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze) e a oitava colocação no quadro geral. No dia 18, o Maracanã sediou o adeus aos Jogos, em uma festa para 45 mil espectadores.

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Copa América 2019

Quase três anos depois, a seleção masculina de futebol teria motivo para comemorar no Maracanã. Foi diante da equipe do Peru que o Brasil confirmou o favoritismo, venceu a final por 3 x 1 e levou o título da Copa América. Foi a nona vitória no torneio continental, a quinta em cinco edições realizadas no Brasil (1919, 1922, 1949 e 1989).

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania